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Pesquisa sobre trabalhadoras no comércio aponta que elas estudam mais e ganham menos

15 de setembro de 2014

Márcia Carvalho*

27.03.2012. O número de mulheres trabalhadoras no comércio na última década aumentou de 40%, em 2000, para 46%, em 2010. E as trabalhadoras em serviço do ramo de contabilidade chegam a 73%, enquanto que nos serviços em geral o índice é de 55%.  Este foi um dos dados apontados pela pesquisa do Dieese sobre o perfil das trabalhadoras no comércio e serviços encomendado pela Fecosul. Estes números foram apresentados nesta terça-feira (27/03) em uma atividade relativa ao Dia Internacional da Mulher, promovida pela Secretaria da Mulher da Fecosul.

A pesquisa do Dieese mostrou que são 132 mil comerciárias no Rio Grande do Sul, também mostrou que elas têm mais escolaridade – 58% tem ensino médio. Outro dado apontado é que as comerciárias são jovens, um terço tem entre 18 e 24 anos, e são mães, com filhos entre sete e 14 anos. No entanto, elas ainda ganham 76% do salário dos homens. Segundo Daniela Sandi, economista do Dieese, o maior poder dos sindicatos está em garantir conquistas nas convenções coletivas, como auxílio creche, por exemplo.

Outra painelista, a assessora de gênero e formação da Fetag, Sonilda Silva Pereira, falou sobre a participação das mulheres nos espaços de poder. “A maior participação das mulheres depende da vontade dos sindicatos, em garantir e facilitar esta participação. E isso é um processo de formação e de educação sindical e de gênero dentro das entidades”, observou Sonilda. “As mulheres trazem muitas transformações para as entidades sindicais em todos os níveis, desde a solidariedade até a preocupação com a saúde”, completa a líder rural.

Para a Secretária da Mulher da Fecosul, Silvana Maria da Silva, o objetivo do evento foi atingido: fazer a reflexão sobre o 8 de março – Dia Internacional da Mulher. “As duas exposições se completaram, uma nos mostrou quem somos e onde estamos e a outra nos fez pensar sobre a nossa participação na sociedade”, avaliou Silvana.

“Ao mesmo tempo em que os dados do Dieese servirão de instrumentos para trabalharmos o dia a dia nos sindicatos e na Fecosul, a Sonilda nos mostrou a importância da participação no movimento sindical, político e social. Entendemos que é preciso fazer uma reavaliação da nossa atuação tanto com as mulheres como com os homens nas nossas bases”, observou Silvana. Ela lamentou apenas a pouca participação dos sindicatos nesta atividade voltada para a discussão sobre as mulheres.

Para Flávia Moura dos Santos, presidente do Sindesc, as apresentações dão mais argumentos para levar as nossas políticas para as bases da categoria. “Estamos avançando e as diferenças estão diminuindo”, destacou.

Para Cristina Mendes, vice-presidente do Sindicomerciários Novo Hamburgo, os dados apresentados pelo Dieese foram esclarecedores. “Pensávamos que éramos maioria, mas não somos”, disse.  Já Vani Quadros, também de Novo Hamburgo, chamou a atenção a dificuldade de atrair mais jovens para os sindicatos. “É preciso fazer um trabalho específico para a juventude”, observou.

*Assessoria Fecosul