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Violência contra as mulheres

11 de janeiro de 2011

Rodrigo Puggina*

Recentemente, a Organização das Nações Unidas – ONU alertou mundialmente para o alto índice de mulheres que são constantemente surradas, abusadas ou forçadas a manter relações sexuais por algum companheiro ou membro da família. O número apresentado pelo vice-presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres – ONU é de que um terço de todas as mulheres no mundo já passaram ou passam por isso. Sim, um terço de toda a população feminina. Uma a cada três mulheres passa ou já passou por isso.

Como homem, fico envergonhado de saber que isso possa continuar acontecendo em pleno século XXI, e que tenham tantos homens que coagem mulheres desta forma (se é que podemos chamar alguém que faz isso de homem) O alerta da ONU informa que a violência sexual tem aumentado em todo o planeta, apesar das campanhas e organizações que combatem esse tipo de violência.

A permissividade com que alguns países tratam esta questão, ou mesmo a impunidade, tem sido um dos grandes motivos para não auxiliar no combate à violência contra mulheres, em especial a violência sexual. Temos situações que nos fazem pensar se vivemos, realmente, em países de um mesmo planeta. Para que tenhamos idéia de uma dessas situações, em algumas partes do mundo, caso o agressor aceite casar com a vítima, as acusações de estupro podem simplesmente ser invalidadas. Isso sem falar na constante exploração sexual de crianças e adolescentes, com milhões sendo vendidas para o mercado sexual. Meninas de 5 a 15 anos vendidas para algo que não pode ser mais odioso.

Apesar de termos mecanismo contra isso, continuamos a conviver diariamente com situações como essas. A Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, datada de 1979, ainda não foi assinada por somente três países (Irã, Sudão e Estados Unidos). Apesar disso, são poucos os governos que, de fato, adotam políticas e programam medidas para que isso não continue a acontecer e a diminuir ainda mais os índices de violência contra a mulher. Até quando a humanidade vai continuar permitindo isto?

*Advogado