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Oficinas de multimídia, estímulo a criatividade

27 de abril de 2010

por Eloá Muniz

Em audiência na Câmara, o presidente da organização não governamental Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, Cláudio Prado, disse que é preciso parar de pensar as lan houses como antros de perdição.

As lan houses funcionam como oficinas de multimídia e pode ser um local onde a pessoa aprende a usar a tecnologia pela primeira vez. Elas podem oferecer oficinas, inclusive de multimídia, estimulando a produção de conteúdos digitais. Nesses espaços podem haver troca de conteúdos nos moldes dos antigos cineclubes, com a exibição de filmes pela internet”, argumenta Cláudio Prado.

O presidente da ONG deu como exemplo o site Youtube, que, segundo ele, em apenas cinco anos, tem levado as pessoas a produzir conteúdos específicos para ele e que conta com cerca de um bilhão de acessos por dia. Ele disse que há muitos municípios sem cinema que poderiam utilizar as lan houses nos moldes dos antigos cineclubes. “As lan houses não são um antro de perdição, mas um antro de esperança. São os campinhos de várzea da cultura digital.”

Segundo Claudio, é preocupante a concepção de um dos projetos em tramitação no Congresso, que tratam de novas formas de lazer provenientes de novas tecnologias. “Isso é uma herança histórica [esse tipo de concepção]. Antes eram os fliperamas, e hoje são as lan houses, que abrigam os jogos digitais e que, segundo esse ponto de vista retrógrado, seriam prejudiciais”, disse Prado durante audiência pública da comissão especial que analisa as propostas (PL 4361/04 e apensados).

As novas tecnologias não podem ser tratadas de forma diferenciada como um projeto do senador Eduardo Azeredo, que segue essa linha de criminalizar as novas tecnologias. As lan houses são um espaço interessante para a alfabetização digital. Os jogos são extremamente pedagógicos e que situações inadequadas podem acontecer em qualquer lugar. “As lan houses não podem ser criminalizadas.”