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Guerra contra o photoshop chega ao Brasil

30 de abril de 2010

por Admir Gomes

Após França e Inglaterra se rebelarem conta a retocagem gráfica na publicidade, o país também começa a buscar o controle sobre as propagandas enganosas. O projeto é do deputado Wladimir Costa (PMDB), que está sendo alvo de estudos por parte da Câmara dos Deputados.

Esse projeto obriga qualquer peça publicitária que tiver sofrido alteração em sua aparência física por photoshop informe que a imagem está retocada.

Se a medida for adotada afetará, além das agências de publicidades, as fotos jornalísticas que utilizam este meio para melhorar a aparência de seus trabalhos na imprensa.

O deputado Wladimir Costa justificou o projeto dizendo que “a publicidade cria pessoas perfeitas de tal modo que o leigo tem dificuldade em perceber que o resultado final não é o original”, e prosseguiu: “assim, são reforçados padrões de beleza que não resultam da real aparência das pessoas, e sim da manipulação de imagem por photoshop”.

Na França e Inglaterra a maior preocupação é com a incessante busca das mulheres pelo corpo perfeito. Legisladores e políticos sustentam que a exposição de modelos de beleza perfeita estaria colaborando para o mal físico, psicológico e social das mulheres européias. Elas estariam em busca de uma massacrante beleza inatingível. Sendo mulheres comuns não devem se devem se espelhar nas modelos de capas de revistas, pois não são reais, são idealizadas pela correção no photoshop. Por esta razão os legisladores querem que os rostos e corpos dos anúncios sejam mais realistas e menos mitificados.

Ambos os países e o Brasil prevêem sanções, uma vez aprovados os projetos.

No Reino Unido há proposta de um parlamentar que prevê a proibição do uso de qualquer recurso de informática para alterar imagens em campanhas destinadas a menores de 16 anos. Ele considera que essa faixa etária é a mais influenciável para a assimilação de ideais de beleza equivocados.