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Dercy Gonçalves, o símbolo da arte feminina

6 de março de 2010

Ela ultrapassou os 100 anos de idade e sempre demonstrou irreverência incomparável e dizia: “a gente tem que de escrever uma autobiografia para não sair falando besteira por aí”. E foi assim que ela justificou o lançamento do seu livro, primeiro e único, “Dercy de cabo a rabo”. Isso no auge de seus 87 anos, no ano de 1995.

A edição contava a trajetória artística da comediante desde que fugiu de casa aos 17 anos, atrás de uma companhia circense.
De lá até o fim de sua vida foram mais de 40 filmes, novelas, especiais televisivos. Homenagens não faltaram, e Dercy já virou até enredo de escola de samba – a Unidos do Viradouro desfilou ao som de Bravo, Brevíssimo, em 1991.

Mas o livro foi o que mexia com o coração de Dercy ultimamente ela diz; “Estou extremamente feliz com ele. Não tenho qualquer pretensão literária. Só não quero que amanhã digam coisas erradas a meu respeito. Embora seja muito doloroso remexer no passado, sendo verdadeira comigo mesma, tenho certeza de que valeu à pena”.

Naquela época ela dizia: “Os planos para o futuro incluem muito trabalho, com espetáculos em todo o Brasil”. “Quero trabalhar até morrer”, afirmou com entusiasmo.

Pode ter certeza, Dercy, valeu à pena você ter existido e proporcionado tanta coisa bonita, sua vida foi um legado e um trabalho de mulher, que lutou, venceu e atingiu todos os pontos em sua longa vida.