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“O” feminal a um clic

9 de março de 2010

O feminal chega até sua tela para trazer informações do universo feminino priorizando o conteúdo afirmativo da luta feminista.

Neste contexto por que “O” feminal? Simples. Para subverter a ordem. É secular que a educação de homens e mulheres se faz pela teoria, seja qual for a área, pelo viés masculino. A sociedade patriarcal reproduz a ideologia masculina.

O mais estranho é que a mulher desde que se aventurou pelo espaço público ficou confinada a área de trabalho na educação das crianças e, eventualmente, saúde; apenas ampliou o trabalho que já realizava do espaço privado e reproduziu esta ideologia.

Hoje a mulher ocupa todas as instâncias profissionais, mas continua reproduzindo a ideologia masculina, por alienação, por desejo de poder, para ser aceita pela maioria, por ser careta, por não ser careta, por não ter consciência de sua identidade.

Atualmente, as mulheres são maioria nos cursos de educação superior, nos programas de pós-graduação; mas quanto mais estudam, mais reproduzem o mundo masculino. É contraditório, mas real.

Ao completar cem anos do Dia Internacional da Mulher ainda lutamos por condições de trabalho, por equidade e por igualdade de salários. Em relação à luta pela eliminação da violência contra a mulher não avançamos muito. Elas continuam sendo queimadas e violentadas pelos seus parceiros. Andamos em círculo.

 Ao reproduzir dois aforismos de pensadores importantes na formação intelectual das pessoas, que se dedicam ao aprofundamento do pensamento teórico, que talvez indiquem um caminho para romper com o círculo como o grande Jean-Jacques Rousseau “as mulheres não sabem correr; quando fogem é para serem alcançadas” e, Fréderic Nietzche, “a mulher não é feliz enquanto não se sentir propriedade de alguém” fica claro quanto ainda precisamos andar.

Evidentemente, estes pensamentos pinçados isoladamente não podem representar todo o pensamento destes homens, mas evidenciam comportamentos que permeiam todo o seu legado. A mulher é oral e o homem textual. A oralidade feminina passa de geração a geração mitificando os fatos, mas a textualidade masculina perpetua os fatos historicamente.

O Feminal vem na direção contrária. Cada vez que uma mulher pronunciar o nome deste espaço de conteúdo colaborativo lembrará: é preciso construir uma visão feminista deste pensamento, seja qual for, e emitirá textualmente de forma afirmativa.

Nada mudará de uma só vez, mas a utopia do “clic” poderá iniciar a construção de um pensamento feminino, como um legado às futuras gerações.      

Eloá Muniz

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