• siga o )feminal( no twitter
  • comunidade )feminal( no facebook
  • comunidade )feminal( no orkut

Divórcio já!

8 de julho de 2010

por Maria Berenice Dias*

Como existe a crença de que ninguém é feliz sozinho sem ter alguém para amar, sempre houve a tentativa de manter as pessoas dentro do casamento, que antes até indissolúvel era.

Foi necessária uma luta de um quarto de século, somente no ano de 1977, ter ocorrido a aprovação do divórcio. Ainda assim, inúmeras eram as restrições e os entraves para a sua concessão. A separação, ainda que consensual, só podia ser obtida depois de um ano do casamento. A separação litigiosa dependia da identificação de culpados, e somente o “inocente” tinha legitimidade para ingressar com a ação. Depois, era necessário aguardar um ano para converter a separação em divórcio.

Já o divórcio direto estava condicionado ao prazo de dois anos da separação de fato. Ou s eja, dependia do decurso do prazo ou de simples declaração de duas testemunhas de que o casal estava separado por este período.

Todos esses artifícios nada mais buscavam do que desestimular o fim do casamento. Mas, apesar da insistência do legislador, não adianta, todos perseguem o sonho da felicidade, que nem sempre é encontrada em uma primeira escolha.

Decorridos mais de 30 anos de vigência da Lei do Divórcio, ninguém duvida que estava mais do que na hora de se acabar com a duplicidade de instrumentos para a obtenção do divórcio. Facilitando o procedimento, abrevia-se o sofrimento daqueles que desejam por fim ao casamento e buscar em novos relacionamentos a construção de outra família.

Por isso está sendo tão festejada a aprovação da PEC 28/2009 pelo Senado Federal. Ao ser dada nova redação ao art. 226, § 6º da Constituição Federal, d esaparece a separação e eliminam-se prazos e a perquirição de culpa para dissolver a sociedade conjugal. Qualquer dos cônjuges pode, sem precisar declinar causas ou motivos, e a qualquer tempo, buscar o divórcio. A alteração, quando sancionada, entra imediatamente em vigor, não carecendo de regulamentação. Afinal, o divórcio está regrado no Código Civil, e a Lei do Divórcio manda aplicar ao divórcio consensual o procedimento da separação por mútuo consentimento (art. 40, § 2º). Assim, nada mais é preciso para implementar a nova sistemática.

O avanço é significativo e para lá de salutar, pois atende ao princípio da liberdade e respeita a autonomia da vontade. Afinal, se não há prazo para casar, nada justifica a imposição de prazos para o casamento acabar. Com a alteração, acaba o instituto da separação. As pessoas separadas judicialmente ou separadas de corpos, por decisão judicial, podem pedir a conversão da separação em divórci o sem haver a necessidade de aguardar o decurso de qualquer prazo. Enquanto isso, elas devem continuar a se qualificarem como separados, apesar do estado civil que as identifica não mais existir. Mas nada impede a reconciliação, com o retorno ao estado de casado (CC 1.577).

Além do proveito a todos, a medida vai produzir significativo desafogo do Poder Judiciário. Cabe ao juiz dar ciência às partes da conversão da demanda de separação em divórcio. Caso os cônjuges silenciem, tal significa concordância que a ação prossiga com a concessão do divórcio. A divergência do autor enseja a extinção do processo por impossibilidade jurídica do pedido, pois não há como o juiz proferir sentença chancelando direito não mais previsto na lei. Já o eventual inconformismo do réu é inócuo. Afinal, não é preciso a sua anuência para a demanda ter seguimento. E, como para a concessão do divórcio não cabe a identificação de culpados, não haverá mais n ecessidade da produção de provas e inquirição de testemunhas. As demandas se limitarão a definir eventual obrigação alimentar entre os cônjuges e a questão do nome, caso algum deles tenha adotado o sobrenome do outro.

Sequer persiste a possibilidade de ocorrer o achatamento do valor dos alimentos, uma vez que restaram revogados os artigos 1.702 e 1.704 do Código Civil. Do mesmo modo, acaba a prerrogativa de o titular do nome buscar que o cônjuge que o adotou seja condenado a abandoná-lo. Não mais continuaram em vigor os artigos 1.571, § 2º e 1.578 do Código Civil.

Existindo filhos, as questões relativas a eles precisam ser acertadas. É necessária a definição da forma de convivência com os pais – já que a preferência legal é pela guarda compartilhada – e o estabelecimento do encargo alimentar. Sequer os aspectos patrimoniais carecem de definição, eis ser possível a concessão do divór cio sem partilha de bens (CC 1.581).

Felizmente este verdadeiro calvário chega ao fim. A mudança provoca uma revisão de paradigmas. Além de acabar com a separação e eliminar os prazos para a concessão do divórcio, espanca definitivamente a culpa do âmbito do Direito das Famílias.

Mas, de tudo, o aspecto mais significativo da mudança talvez seja o fato de acabar a injustificável interferência do Estado na vida dos cidadãos. Enfim passou a ser respeitado o direito de todos de buscar a felicidade, que não se encontra necessariamente na mantença do casamento, mas, muitas vezes, com o seu fim.

*Advogada especializada em Direito das Famílias e Sucessões
Ex-Desembargadora do Tribunal de Justiça-RS
Vice-Presidenta Nacional do IBDFAM

Mundo Desigual – Por Planeta Voluntários

10 de abril de 2010

Por Marcio Demari – Diretor Presidente do Planeta Voluntários – Brasil

“O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza.”

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 – contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

Pele negra exige cuidados diferenciados durante o verão

6 de março de 2010

Pessoas de pele negra têm algumas vantagens em relação as pessoas de pele mais clara na hora de se exporem ao sol. Tudo porque a pele é mais firme e possui maior atividade dos melacinótipos, que funcionam como um protetor solar natural, aumentando a resistência cutânea, principalmente contra o câncer de pele.
Mesmo com tantos benefícios o fato não é desculpa para descuidar da proteção solar, alerta o dermatologista Valter Claudino, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André que lembra que os cuidados devem ser os mesmos das pessoas de pele clara, em relação a exposição solar, estar atento aos horários de pico, usar bonés e protetor solar com fator 20, no mínimo.
Durante o verão também são importantes alguns cuidados como evitar substâncias gordurosas e ácidas, produtos a base de álcool, peelings, laser ou qualquer procedimento traumático, levando em conta sempre o tipo de cicatrização.
Segundo o dermatologista, nesta época, por ser mais oleosa, a pele negra pode ter um aumento no aparecimento de cravos e espinhas. “O mais importante é evitar espremer a região já que durante a cicatrização, pode ocorrer um derrame de pigmento que resultará em manchas escuras. A pele deve ser limpa, hidratada e protegida a base de protetor solar diariamente, evitando a formação de manchas”, observa Claudino.
É preciso estar atento ao aparecimento de manchas, além de seus aspectos como a coloração, caso ela seja branca é sinal de desidratação, sendo importante reforçar a hidratação, com aplicação de cremes após o banho, evitar água quente, banhos demorados com sabonetes esfoliantes e sol em excesso sem proteção.
Caso a mancha seja escura, vale usar filtro solar com um fator de proteção maior que 30, diretamente nas manchas, além de cremes clareadores a noite.
“Sem proteção a pele negra mancha facilmente, perde o brilho e torna-se opaca. Os cuidados precisam ser redobrados por conta da exposição ao sol, prevenindo-se também o aumento de cravos e espinhas”, explica o especialista.
A limpeza da pele deve ser feita corretamente pela manhã e a noite, o que evitará a dilatação dos poros. Lavar o rosto com um sabonete de acordo com o tipo de pele, usar uma loção adstringente e passar filtro solar próprio antes de sair de casa, ajudam a diminuir a oleosidade do rosto. A noite após a limpeza é recomendado utilizar um creme com vitamina C ou hidroxiácidos. No corpo um hidratante lubrificante, com óleo de avelã, uva ou macadâmia é o suficiente. Antes de utilizar alguns produtos o ideal é um especialista seja consultado para melhor avaliar o tipo de pele.
A pele negra possui algumas substâncias mais abundantes como é o caso da melanina e do colágeno, o que facilita a hiperpigmentação e a formação de quelóides,, portanto é preciso cuidado redobrado na hora de fazer tratamentos estéticos. Os peelings e lasers se não forem bem aplicados, podem prejudicar a pele, que passará por um processo inflamatório intenso e perderá água rapidamente. Para esse tipo de pele existem tratamentos mais suaves e superficiais que agridem menos a pele.
Para exibir uma pele saudável e bem tratada, vale abusar da água, beber pelo menos 2 litros por dia, tomar banhos rápidos e de preferência não muito quentes, optar pelo uso de sabonetes hidratantes e evitar o uso de esponja. Aplicar um creme ou loção indicada para peles negras, também é uma boa pedida. A hidratação desses produtos é mais intensa do que os óleos após o banho, já que a pele úmida os absorve melhor. Esfoliar a pele uma vez por semana também é recomendável, pois favorece a penetração do creme.
Por Luciana Ponteli (mprossi@uol.com.br)

Nos esportes as mulheres se superam a ganham medalhas

6 de março de 2010

A mulher vem galgando pontos e mostrando não haver contestação quanto às performances vitoriosas. Comecemos com a tenista Maria Esther Bueno, obteve vitórias sucessivas palco mais sagrado do Tênis Mundial – Wimbledon – onde na década de 60 ganhou aquele torneio por duas vezes. Este fato inédito jamais foi jamais foi batido nem por homens nem por mulheres, que até hoje não venceram em Wimbledon.

Foi a partir dos anos 80 que a mídia se abriu mais para os esportes femininos. NO basquete havia duas jogadoras fantásticas Hortência e Paula, bem secundadas por Janete. Eles integravam a seleção que venceu o Pan Americano jogando a final contra Cuba e vencendo e ganhando a medalha de Ouro. No podium, o presidente Fidel Castro não se conteve em brincou com a brasileira Paula, dizendo que se negava a entregar a medalha. Tudo não passou de brincadeira de Fidel, que acabou se rendendo ao talento brasileiro.

No vôlei, os duelos com as cubanas se transformaram em verdadeiras guerras, quando as atletas de ambas a equipes chegaram a vias de fato depois de vitória de Cuba. O time brasileiro era forte e tinha atletas de grande envergadura técnica, com destaque para Márcia Fú, Ana Moser, Mirna, Jaqueline entre outras.

Depois de várias tentativas, o Ouro Olímpico veio em 2008 nas Olimpíadas da China. No time atletas de nível como Fofão, Fabiana, Mari, Paula Pequeno, Fabi e Sheila.

Nas areias o brilho vinha com a dupla Shelda e Sandra, Medalha de Ouro nas Olimpíadas de Atenas, entretanto elas ficaram com a Medalha de Prata.

Na Ginástica Olímpica a gaúcha Daiane dos Santos sagrou-se campeã mundial no solo com o Triplo Carpado, sendo a primeira conquista de uma ginasta.

Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, que brilhou mesmo foi Mauren Maggi, que obteve Medalha de Ouro no Salto em Distância. Outro título inédito ganha pela mulher.

Chegamos ao futebol, onde depois de demorado processo a equipe brasileira conseguiu um pouco de estrutura da CBF e surgiram craques de bola, onde pontifica Marta, eleita quatro vezes seguida a melhor jogadora do mundo. Ela secundada em brilho com a ponteiro Cristiane e só não chegaram ao ouro porque perderam a final para a Alemanha. Mas indiscutivelmente temos a melhor do mundo.

NO concurso de vela, também houve vitória inédita com a Medalha de Bronze obtida pela equipe brasileira, onde a gaúcha Fernanda foi uma das integrantes deste feito inédito.

Na equipe de natação temos atletas de alto nível e as vitórias virão em pouco tempo.

Enfim, a mulher está vencendo os homens no futebol, onde nenhum obteve o título de Marta. No máximo obtido pelos homens foi bimundial com Ronaldo Fenômeno.

Na direção esportiva também as mulheres se destacam, onde a primeira mulher a assumir a presidência do Flamengo foi Patrícia  assumiu o Flamengo, campeão brasileiro de 2009, mas muitos anos antes uma outra mulher se destacou. Jurema Bagatini, que faleceu em dois de março de 2010.

Ela assumiu a presidência do Esporte Clube Encantado, da cidade de Encantado. Na época, tinha 24 anos e trabalhava como professora de economia doméstica. Ela decidiu trabalhar para reerguer o clube, que estava fechado. Foi uma revolução na época, com tal repercussão que provocou reuniões do antigo Conselho Nacional de Desportos.

A experiência durou pouco mais de um ano, tempo suficiente para levar o Encantado para a primeira divisão do futebol gaúcho e chamou a atenção do país e do exterior. Jurema se considerava a primeira mulher do mundo a dirigir um clube de futebol. Uma lembrança oportuna e uma homenagem a esta mulher que revolucionou conceitos e quebrou paradigmas.

Imprensa negra em debate no Brasil e nos Estados Unidos

6 de março de 2010

Por Sandra Martins

Comparações entre as imprensas produzidas por negros no Brasil e nos Estados Unidos, bem como as suas relações com os movimentos sociais negros nos dois países, tendo como destaque os programas de ações afirmativas. Este é um dos temas a serem abordados no ciclo de palestras e lançamento do livro “Movimento Negro: escritos sobre os sentidos, democracia e justiça social”, organizado pelos professores Amauri Mendes Pereira e Joselina da Silva.

Em destaque, a relevância para a chamada “imprensa negra fluminense” do jornal SINBA que circulou em fins dos anos setenta durante a ditadura civil-militar. Segundo lembrou o jornalista e pesquisador Togo Yoruba, os militantes do movimento negro manifestaram- se nesta época lançando algumas publicações, entre as quais o SINBA, o Jornegro em São Paulo e a revista Tição em Porto Alegre, que teve entre os seus fundadores o jornalista Jorge Freitas integrante da direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

Conforme nos recorda o jornalista José Reinaldo Marques, “nos anos oitenta surgiram publicações como a revista paulista “Ébano”, ( NR: que teve na sucursal fluminense a participação do jornalista Miro Nunes, membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SJPMRJ) ) e o jornal carioca “Maioria Falante”, que circulou entre 1987 e 1996 e fundado também por Togo Yoruba. Em 1991, foi lançada no Rio a revista Nós, we around the world e, cinco anos depois, em São Paulo, a revista Raça Brasil, que completa 14 anos de em circulação”.

As palestras e o lançamento do livro “Movimento Negro: escritos sobre os sentidos, democracia e justiça social” acontecem no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Viana Filho, na Praia do Flamengo 158 (esquina com rua Dois de Dezembro e próximo ao Largo do Machado), Flamengo, Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 2 de março, às 19h.
Fonte: www.jornalistas.org.br

O machismo na caçapa

6 de março de 2010

Depois de se tornar campeã brasileira e tetracampeã paulista de sinuca Silvia Taioli decidiu disseminar o gosto pelo esporte entre as mulheres através do curso Sinuca para Mulheres. As aulas abordam noções de postura, uso dos equipamentos, bolas retas e anguladas, estratégias de defesa e técnicas de efeitos, além do estudo das regras e da história do jogo.
Ela começou a ministrar aulas de sinuca em 1997 em grandes clubes paulistas, como o Paulistano, o Harmonia e o Alto Pinheiros, e também em salões como a tlanta, o Whiskrytório Snook Bar e o Tati Snooker.
Sua paixão pela sinuca surgiu durante longas partidas com o pai, Luiz Carlos Cordeiro. Depois passou a disputar campeonatos no bairro Interlagos e seus treinadores eram figuras lendárias da Zona Sul. Quando começou a jogar profissionalmente percebeu sinais de preconceitos, ainda que discretos.
Como arbitra da Confederação Brasileira de Sinuca, viu que alguns jogadores ficavam desconfiados. Muito treino e estudo foi novamente o caminho para que fosse aceita. “Até hoje, meu celular toca tarde da noite, para dirimir alguma dúvida de uma partida do campeonato. Acabo sendo o voto de Minerva”, disse.
Analisando a participação a evolução das mulheres no esporte tradicionalmente masculino, compara o primeiro Campeonato Feminino que contou com seis jogadoras, e os torneios realizados atualmente, com mais de 40 participantes.

Onde o feminismo começa mudar costumes seculares

6 de março de 2010

Se no ocidente a mulher já ganhou, através de muita luta, nos países muçulmanos a mulher ainda é tida como ser inferior. As tímidas ações para contrapor este status quo. Recentemente uma telenovela trouxe alguns dos costumes e tabus indianos. A embaixadora Tatna Prakash explica que embora ainda pesem os costumes de uma tradição milenar, a Índia tem evoluído bastante, e as pessoas também têm mudado a forma de pensar e ver a mulher. Ela mesma conta que seu casamento não foi arranjado, que não houve dote e ela não foram morar com a sogra. Sua filha casou-se com um rapaz da Eslováquia, com a total aprovação dos ancestrais indianos: “Meu pai disse que estava muito feliz e pediu-me que desse sua benção a ela; minha sogra teve a mesma reação”, revela. O casamento foi realizado em São Francisco, nos Estados Unidos. “Eu sinto que a sociedade muda somente quando as mulheres mudam”, frisou.
Viúvas – Antes confinadas a uma vida solitária, sendo expulsas de casa e obrigadas a cortar os cabelos, retirar seus adornos e a usar somente roupas brancas. Hoje elas já podem casar novamente. Os tabus sociais são cada vez mais combatidos e até mesmo o divórcio já é permitido. No entanto, nas áreas rurais os costumes da velha Índia ainda são preservados, mesmo assim, algumas mães estimulam suas filhas a estudarem e que freqüentem boas escolas.

A primeira mulher comandante de navio

6 de março de 2010

Hildelene Lobato Bahia, uma paranaense de 35 anos tornou-se a primeira mulher a comandar um navio mercante do Brasil. A cerimônia de posse foi dia 28 de setembro de 2009 em cerimônia que contou com a presença do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e da Ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as mulheres da Presidência da República.

“O momento é de grande mérito, porque a sociedade brasileira está superando o preconceito de gênero e isto é a plena consolidação da democracia em nosso País”, destacou na oportunidade a Ministra Nilcéia Freire.

“Graduou-se oficial, continuou estudando, se aperfeiçoando, e, a bordo dos navios da Transpetro, descortinou horizontes inusitados. Hildelene fez história. Tornou-se a primeira Imediato e a primeira Capitão-de-Cabotagem da Marinha Mercante do Brasil. Agora, será a primeira a comandar um navio. Assim como outras pioneiras, ela é símbolo de ousadia, coragem, competência e liderança. Temos orgulho de, pela primeira vez, dar às mulheres a chance de comandar navios. Despertamos vocações adormecidas, abrimos espaços, fizemos, enfim, o papel de uma empresa moderna, que estimula a competência e o talento, sem preconceitos e distinção de gêneros, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
Logo após a posse, o navio partiu para Manaus, onde foi a primeira missão da nova comandante.

“Cada momento da História registra uma nova conquista e um novo oceano a ser desbravado. E não existe mar bravio ou vento contrário que uma mulher não consiga transformar o caminho. Não existe tempestade que ela não possa transpor; nem rota de superação que não conheça”.

O destino feminino é traçado pela sua natureza: gerar e trazer vida, mover o mundo. É lutar e provar, com talento e perseverança, que seu lugar é todo e em qualquer lugar da Terra. Nesse rumo, a mulher vem abrindo e ocupando espaços, construindo novas possibilidades”.

“Sei que meu caminho será trilhado por outras mulheres. Sei que carrego o peso do pioneirismo, mas espero que ele se torne mais leve, com a ascensão de outras mulheres a postos de comando”, foram as palavras da comandante Hildelene Lobato Bahia.