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52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violância contra as mulheres

6 de setembro de 2011

Pesquisa sobre violência doméstica, realizada pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 52% dos homens e mulheres acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres.

 
Medo de ser morta paralisa a vítima 

A pesquisa “Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil”, realizada em 70 municípios brasileiros, com 1.800 homens e mulheres, aponta que o medo de ser morta é outro dos principais motivos que leva a vítima a não romper com o agressor. Na região Centro-Oeste, esse motivo foi apontado por 21% das entrevistadas. No Sudeste, por 15%; no Sul, por 16%. O Nordeste tem o menor índice: 13%.

“É uma vergonha as mulheres não saírem de casa porque podem ser mortas. Ciúme não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher. E a sociedade machista é um problema porque acha que a mulher não tem direito à autoestima e nem pode falar, se manifestar”, afirmou a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão.

Homens batem “sem motivo” 

Segundo Fátima Jordão, uma técnica sofisticada foi utilizada pela primeira vez na pesquisa com a finalidade de obter respostas mais fidedignas. “No capítulo relativo à violência vivenciada por homens e mulheres, os entrevistados preencheram o questionário em sigilo e colocaram em um envelope. Dessa forma, evitou-se que o entrevistado se sentisse inibido ou influenciado.” 

Dos homens entrevistados, 15% admitiram já terem agredido  fisicamente as mulheres, sendo que 12% afirmaram ter batido nas companheiras “sem motivo” e 38% por ciúme. 

População não confia na proteção da polícia 

O estudo mostrou ainda que a sociedade não confia na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica. Essa é a percepção de 59% das mulheres e de 48% dos homens. 

“O número de denúncias feitas ainda é pequeno em relação à violência que existe. Isso acontece porque as políticas públicas, que incluem delegacias especializadas e centros de referência para que a mulher confie e vá denunciar, ainda estão aquém da necessidade”, afirma Maria da Penha Fernandes, que teve a história de vida como inspiração na criação da Lei Maria da Penha, que completará cinco anos em vigor. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro do marido.

Em todo o país há somente 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 70 juizados de violência doméstica, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.

Fonte: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos - Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011

Dieese lança Anuário das Mulheres com dados para políticas públicas

12 de julho de 2011

Na última segunda-feira (04) a CTB participou, representada por sua secretária da Mulher Trabalhadora, Raimunda Gomes, do lançamento do 1º Anuário das Mulheres Brasileiras, construído pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

O levantamento é uma compilação de dados sobre a participação da mulher na sociedade disponíveis em pesquisas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sistema Único de Saúde (Datasus), Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Unidade
Segundo Zenaide Onório, presidente do Dieese, o anuário vai servir para “elevar a discussão de políticas públicas que defendam a mulher trabalhadora e que evidenciem o problema da desiguladade social vivida pela mulher na relação do trabalho e, principalmente, no que se refere à violência doméstica”.

De acordo com ela, a violência sofrida pela mulher não aumentou, mas os dados estão aumentando porque elas “estão buscando informações e estão denunciando mais os casos de agressões. A desigualdade social enfrentada pela mulher é ainda mais evidente quando se fala da mulher negra.”

Para Angélica Fernandes, secretária de articulação institucional da SPM, o anuário mostra, em um único documento, todos os dados que atestam os problemas enfrentados pela mulher na sociedade brasileira. “Não estamos trazendo novidades aqui, mas estamos dando visibilidade à desigualdade entre homens e mulheres. É importante termos uma mulher como presidente da República, mas a pergunta que fazemos é como estão as outras mulheres no país?”, disse a secretária.

Angélica afirma que as mulheres precisam se unir para ter representatividade nas diversas esferas de poder. “Temos de desenvolver políticas públicas para a mulher, seja no âmbito federal, estadual e municipal. Precisamos de representatividade política feminina nos sindicatos e movimentos sociais.”

Contra desigualdade
A economista do Dieese e coordenadora do anuário, Patrícia Lino Costa, disse que as atividades executadas pelas mulheres atualmente podem se caracterizar como dupla jornada de trabalho. “A mulher trabalha dentro e fora de casa, mas recebe apenas pelo trabalho feito fora de casa. O mercado formal e os afazeres domésticos precisam ser pagos de maneira igual e também com equidade relativa ao mesmo trabalho feito pelos homens.”

Patrícia disse que as mulheres, como parte interessada no desenvolvimento de políticas que diminuam a desigualdade social, precisam atuar diretamente em prol deste objetivo. “Não só as mulheres, mas toda a sociedade precisa caminhar junta para identificar os problemas e buscar as soluções adequadas em busca da igualdade social, seja no trabalho, na relação com a saúde, com a família e na segurança.

Para Raimunda Gomes, a Doquinha, as desigualdades entre homens e mulheres expressas em números já são conhecidas pelo movimento sindical, no entanto a secretária da Mulher Trabalhadora parabeniza a instituição pela construção e divulgação do material. “Os dados que estão contidos nesse documento não são mais novidades para nós, mas o fato do Dieese elaborar um anuário específico com esse recorte de gênero para divulgar junta à sociedade é de grande relevância”, confirma Doquinha.

Para ela, a instituição acertou em cheio na confecção do material. “Agora, cabe a nós reproduzirmos as informações. Porque todas as nossas pautas com relação à desigulades no mundo do trabalho se sustentam através de dados. Um documento elaborado pelo Dieese, um instituto reconhecido nacionalmente, reforça a todos sindicatos a necessidade de se construir uma política de igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Ainda mais neste ano que estamos no debate da PL da Igualdade, que tramita no Congresso Nacional”.

Fonte: Portal CTB

Ana é mulher de fibra e coragem

12 de julho de 2011

por Silvio Tendler*

Ana não é de desistir no meio da caminhada, logo agora que começa a descobrir as primeiras traições e jogos de interesse pessoais. Tão perto de si, do seu gabinete, dentro do ministério que comanda. Ana já deve ter percebido olhares e sorrisos matreiros que conspiram enquanto afagam.

Muita espuma se faz contra Ana de Hollanda, que está fazendo um trabalho realmente sério à frente de um dos ministérios mais complicados de administrar.

Já ocupei o cargo de Secretário de Cultura de Brasília durante a administração Cristovam Buarque de Hollanda e sei o quanto é difícil administrar artistas e seus egos. E Ana está apagando incêndios, à frente de uma gestão herdeira de uma dívida de mais de 600 milhões de reais e em face a um contingenciamento de verbas que tolhe as ações do ministério.

A briga em torno do tal do Creative Commons é assunto de lobista. Os Creative Commons não oferecem nada mais que os copyrights e quem ganha com essa briga são advogados e seus contratos milionários. Quando se trata de copyright X copyleft aí a coisa muda de figura, pois discutimos direitos versus liberação total. Os mecanismos de liberação parcial de direitos oferecidos pelo Creative Commons também existem nocCopyright na medida em que o autor faz o que bem quiser com sua obra. Tudo não passa de demagogia para vender balangandãs para índios colonizados. Basta colocar na documentação do ministério “livre para reprodução desde que citada a fonte” e ponto, menos um problema para resolver.

Quanto ao cinema, a ministra tem acertado e nossa relação hoje com a Ancine melhorou muito com a chegada da Ana de Hollanda.

Falta nas outras áreas uma agenda positiva e propositiva que coloque a estrutura do ministério em marcha. Os secretários que se manifestem e apresentem seus programas de ação já!

Quem foi o gênio que aconselhou a ministra a receber diárias desnecessárias enquanto permanecia o final de semana no Rio de janeiro, em sua casa, aguardando o trabalho na segunda feira? Isso não é assunto para ministro. Quem aconselhou ao erro deveria apresentar-se como o responsável pela bobagem que a fragilizou.

Continuo solidário a Ana de Hollanda e tenho certeza que ela superará essa crise.

* Documentarista, diretor de Anos JK, Jango e Utopia e Barbárie, entre outros clássicos do cinema brasileiro.

Abandono infantil, fenômeno com gênero

12 de julho de 2011

Helda Martinez*

Tem 20 anos e não sabe quem são seus pais nem se tem irmãos. Aos três anos, Mariana foi entregue na Colômbia a uma família camponesa da qual fugiu aos 14. Perambulou por uma semana, até que a polícia a enviou a um centro de proteção do Estado.

Agora, maior de idade, faz terapia psicológica, trabalha e estuda Administração, “porque no futuro criarei uma instituição de proteção a meninos e meninas abandonados e abusados”, afirmou, com convicção, à IPS.

Mariana, nome fictício que a jovem pediu para usar a fim de preservar sua identidade, conhece bem tudo isso, porque sofreu abuso quando criança. “Tinha sete anos. Eu contava para uma senhora que cuidava de mim, e ela não acreditava”, revelou.

Segundo contaram, ela foi abandonada devido à pobreza dos pais, naturais do departamento de Boyacá, que a deixaram em uma localidade rural perto de Bogotá.

Essa costuma ser a causa comum do abandono infantil, à qual se somam a ignorância, a falta de consciência sobre planejamento familiar e da responsabilidade que representam os filhos, a cultura machista e a violência em suas múltiplas expressões.

Séculos em guerra e quase cinco décadas do atual conflito interno também afetam de maneira especial a sociedade colombiana, vítima de deslocamentos forçados e do consequente desmembramento familiar, de mortes violentas ou de recrutamentos pelos diferentes grupos armados.

No caso das mulheres, soma-se sua utilização como arma ou recompensa de guerra, o que as leva a serem violentadas por membros de todos os grupos que participam do conflito.

Uma situação que motivou, nas duas últimas décadas, pronunciamentos do Tribunal Constitucional colombiano, acompanhamentos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e decisões do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos.

Por trás do mapa de abandono há um número obtido pela organização não governamental Educação para a Saúde Reprodutiva com base em um estudo de 2007: na Colômbia, 56% das gestações são indesejadas.

A isso devem ser acrescentados mais dois: em 2009 havia no país 61 mil menores de ambos os sexos acolhidos pelo Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, que calculou que, além disso, outras 30 mil crianças desamparadas estão nas ruas, em um país com 45,6 milhões de habitantes, 37% deles com menos de 18 anos, segundo dados oficiais.

A esses dois grupos devem ser somados entre seis mil e 11 mil menores, de ambos os sexos, recrutados ilegalmente, de acordo com números que variam segundo as fontes.

“É uma realidade que nos converte em um dos povos mais raivosos do mundo”, disse à IPS o psiquiatra Francisco Cobos, autor de dois livros que se converteram em referência sobre o fenômeno, “Estratégia para uma luta contra o abandono: modelo de atenção integral à criança de rua” e “Psiquiatria da criança, do adolescente e da família”.

“Por quê? Porque a raiva é um sentimento que corresponde à perda de algo que nos é importante. O abandono é perda. Causa raiva, distanciamentos e novos abandonos, em um círculo que não se rompe. Que se sustenta na falta de afeto”, explicou o especialista.

Esta situação atual se cruza, para alguns estudiosos, com a época anterior à chegada de Cristóvão Colombo e dos espanhois à América. “As sociedades indígenas davam mais valor aos meninos, futuros guerreiros”, disse o pediatra e professor de antropologia médica Hugo Sotomayor.

Recorda, nesse sentido, que na fase pré-colombiana entre os povos assentados no atual território colombiano havia “práticas como o infanticídio de meninas até o nascimento de um menino”.

“Ao confrontar o valor que os indígenas davam ao nascimento de meninos com as práticas e crenças espanholas, há semelhanças evidentes”, constata Hugo em publicações da Academia Nacional de Medicina.

“A Casa de Crianças Enjeitadas de Santa Fé de Bogotá informa que (já em 1642) mais meninas eram abandonadas”, comentou o pediatra.

Trata-se de uma história de séculos de vexames contra as mulheres, que teria começado a se romper paulatinamente e de modo silencioso desde meados do Século 20, afirmou Francisco. “É uma revolução que avança quase sem percebermos”, declarou.

“Em meio às dificuldades que continuam enfrentando, as mulheres se apoderam do mundo de uma maneira real, por sua natureza e manejo de sentimentos que nós não conseguimos”, disse.

É a razão, segundo Francisco, para que, “apesar de os maus-tratos deixarem nelas sequelas, medos e dificuldades de relacionamento, também superem as situações difíceis com mais facilidade do que os homens”.

Baseou sua apreciação no que não duvidou em definir como “vulnerabilidade masculina”, agora escondida em expressões machistas, que deixam profundas solidões. “Seres distantes, crianças adultas com pais ausentes”, afirmou.

Explicou, como exemplo, que “se um jovem perde um olho em uma briga, tem mais dificuldade de superar o trauma do que uma mulher diante de uma complexidade. Ele sente a derrota, que reduziu sua macheza”, afirmou Francisco.

É um conjunto de realidades frente às quais, enfatizou o psiquiatra, só a educação dos adultos, para promover mudanças profundas em seus comportamentos com menores, romperia os círculos de abandono e abuso, evidentes em todos os segmentos sociais e que têm muitas expressões, incluída a “dos pais que trabalham muito e deixam os filhos sozinhos”.
Francisco ressalta, ainda, que “a legislação por si só não serve” e que “os órgãos estatais de proteção, que têm sobretudo caráter político, não motivam mudanças reais”.

As opiniões do médico explicam porque Mariana se propõe a criar uma fundação como seu principal objetivo, conseguir qualificações altas na universidade e ter a certeza de sentir-se “uma mulher nova” como resultado da terapia psicológica.
Está convencida de que as meninas sofrem mais o abandono do que os meninos, embora especialistas como Francisco afirmem que “na primeira infância meninos e meninas são igualmente afetados”, e mais adiante processem a situação de maneira diferenciada.

Depois do que viu e viveu, Mariana acredita que “nós somos mais delicadas”. E acrescentou, como que para si mesma: “é triste não ter uma mãe que nos ensine o que fazer quando chega a menstruação, ou como nos proteger de homens que abusam”.

*IPS/Envolverde

A vida melhora

12 de julho de 2011

Vinte milhões de pessoas alcançaram renda familiar de R$ 1,1 mil, nos últimos dois anos, elevando a população nessa faixa de rendimento. Número de pobres caiu de 93 milhões para 73 milhões

Os economistas adoram discutir os grandes números da economia, o PIB, o nível de emprego e de investimento, juros, dívida, o sobe e desce das bolsas. Mas a melhor tradução para o especial momento da economia brasileira pode muito bem vir de uma pesquisa divulgada ontem pela Cetelem, financeira do banco francês BNP Paribas. Ela sugere que, em dois anos, 20 milhões de pessoas deixaram os estratos mais pobres e passaram para a classe média. Classe média brasileira, com renda familiar ao redor dos R$ 1,1 mil mensal, mas ainda assim um impulso que praticamente dobrou o rendimento disponível.

“Pode-se afirmar que o bem-estar da sociedade brasileira passa por uma pequena revolução”, diz o estudo encomendado pela Cetelem. Entre 2005 e 2007, a população aumentou de 184 milhões para 187,2 milhões. Mas o ritmo de crescimento da classe C foi bem maior, de 62,7 milhões para 86,2 milhões no mesmo período – passou de 34% para 46% dos brasileiros. Enquanto isso, a classe D/E encolheu de quase 93 milhões de pessoas para 73 milhões.

Mobilidade
“O outro lado da moeda é o decréscimo de também 12 pontos percentuais da proporção de pessoas que formam as classes D/E: era de 51%, em 2005, e atingiu 39%, em 2007. É importante ressaltar que o número de pessoas que passou de D/E para C teve um aumento de renda média mensal de R$ 580 para R$ 1,1 mil”, diz a pesquisa Observador 2008, que traça o perfil do consumidor e dos lares do país.

“A migração entre as classes significa um aumento na qualidade de vida e a análise dos últimos anos mostra a consolidação de uma tendência. Em 2006, tínhamos medo de que o crescimento fosse apenas pontual, por conta das eleições, mas agora vimos que é contínuo”, avalia o diretor-executivo de Marketing, Parcerias e Novos Negócios da Cetelem Brasil, Franck Vignard-Rosez.

Na prática, vários sinais indicam a emergência da classe média no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep), a classe C é o segmento que mais cresce e já representa 43% da renda disponível para consumo no país. “As pessoas estão migrando da classe D para a C e aí há uma demanda crescente”, disse, no final de fevereiro, o diretor-presidente da Natura, Alessandro Carlucci, ao justificar as mudanças na empresa para focar os segmentos de menor renda.

A Positivo, líder do comércio de computadores no país, comemorou 1,38 milhão de máquinas vendidas no ano passado apontando para a classe C como responsável pelo boom no consumo. Ainda em 2007, 37% dos internautas brasileiros estavam nessa faixa de renda, mas devem chegar a 40% este ano e são os principais responsáveis pelo aumento de vendas na rede – relatório recente da consultoria E-bit mostrou que a maior parte dos 2,5 milhões de novos compradores pela internet são da classe C. E 70% dessa faixa de rendimentos já possui pelo menos um celular (eram 59% em 2006).

Consumidores mais exigentes
Renda e crédito em alta aguçam o desejo de consumo. A pesquisa Observador 2008, encomendada pela financeira Cetelem ao instituto Ipsos, sugere que a classe média quer adquirir produtos semelhantes àqueles listados pelos mais ricos.
Para o diretor-executivo de Marketing, Parcerias e Novos Negócios da Cetelem Brasil, Franck Vignard-Rosez, ao entrar na classe C o consumidor passa a ser mais exigente na hora de comprar produtos e serviços. “Vemos um aumento da exigência do consumidor em termos de produtos e serviços. Antes, a pessoa queria apenas uma TV. Hoje, ela quer uma TV de tela plana”, explica.

Segundo a pesquisa do ano passado, os maiores crescimentos na intenção de compra de bens foram para móveis, eletrodomésticos, lazer/viagem, TV, Hi-fi e vídeo, telefone celular e computador para casa. Foram sete de 12 itens analisados. Em 2007, desses seis itens, três mantiveram-se em trajetória de crescimento: passou de 19% para 24% a intenção de compra de telefone celular; computador para casa subiu de 17% para 20% no último ano; e decoração foi de 16% para 18%. A intenção de adquirir uma propriedade também continua em uma trajetória de alta, saindo de 10% para 11% e agora em 2007, 13%.

Mas se esse é o cenário geral, a pesquisa mostra que a intenção de compra da classe C cresceu por dois anos consecutivos de forma semelhante às classes A/B, com o desejo concentrado em eletrodomésticos, telefone celular, computador para casa, decoração e propriedades. “Destaca-se a intenção de consumo de propriedades, que saiu de 10% em 2005, pulou para 14% em 2006 e agora atinge o recorde de 16% com acesso ao crédito facilitado. Nunca a classe C quis adquirir tanto um imóvel como hoje”, diz o estudo.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2008/03/classe-c-maioria.html

Fonte: Helena Sthephanowitz

SARAU WISLAWA NO 68° ANIVERSARIO DA ALFRS

22 de maio de 2011

por Berenice Sica Lamas

Em 11 de abril a Academia Literária Feminina comemorou 68 anos de sua fundação em 1943 com um Sarau em homenagem à poeta polonesa Wislawa Szymborska, lembrando ainda o ano Chopin festejado em 2010. Estiveram à frente do evento Tiago Halewicz, pianista e curador-adjunto do Studioclio e Carmen Presotto, poeta e gestora do site Vidraguas.

Tiago relatou fatos da vida da poeta, entrelaçando leituras de seus poemas, e Carmen também dizia poemas. As vezes recitavam juntos alguns poemas, conferindo um belo efeito à voz de Wislawa. Tiago recitou um em língua polonesa e mesmo sem o significado – após revelado em português – encantou o publico pela sonoridade e assonância descobertas em língua desconhecida. Poesia é universal, em qualquer idioma. Foi utilizado o volume “Memória Cultural Polonesa”, livro de autoria do próprio Tiago, que ao final do evento, vendeu vários exemplares.

Wislawa possui uma obra extensa, sendo detentora do Premio Nobel de Literatura de 1996. Atualmente aos 88 anos de idade ainda escreve e vive com simplicidade. Privilegia o canto do cotidiano em seus versos, o social, o político e a cultura.

Uma brevíssima amostra – fragmentos – de seus versos:
“EXEMPLO

Um vendaval
despojou todas as folhas das árvores ontem à noite
com a excepção de uma folha
deixada
a baloiçar sozinha num ramo nu.

Com este exemplo
a Violência demonstra
que sim, senhor –
gosta da sua piadinha de vez em quando.”

“Nada acontece duas vezes
e nem acontecerà. Por este motivo
nasceremos sem pratica
e morreremos sem rotina.” …

… “São treze e vinte.
Como o tempo voa.
Deve ser agora.
Ainda não.
Sim, è agora.
A bomba, ela explode”.

“Depois de toda guerra
Alguém precisa fazer a limpeza.
Já que uma ordem como essa
Não vai se fazer sozinha” …

“Somos filhos da época,
A época é política.
Todos os teus, nossos, vossos

Assuntos diurnos, assuntos noturnos
São assuntos políticos” …

Durante e depois da apresentação de Tiago e Carmen, o publico foi bastante participativo com questões, indagações e esclarecimentos sobre a biografia e obra da poeta em foco. O Sarau suscitou muito interesse, pelo observado.

Carmen, em um gesto sensível e delicado, ofereceu uma cesta com rosas em diversos tons de amarelo, bege, amarelo-rosado e branco. Junto às flores, envelopes contendo fragmentos de textos e/ou poemas das 40 patronas das cadeiras da Academia. A cesta passou entre o publico, que foi retirando as rosas e os envelopes, e lendo seus conteúdos, conferindo ao sarau um tom inusitado e de homenagem nostálgica. Portanto, foram lembradas literariamente as patronas no dia do 68° aniversario da Academia, em uma justa e bela homenagem.

A presidente da Academia – Eloá Muniz – ainda entregou 3 diplomas de sócias participativas a três novas integrantes,(aqui favor colocar o nome das 3 – eliete, Isabel ….) pessoas que colaboram e prestigiam a Academia. A acadêmica Teniza Spinelli ofereceu de surpresa uma homenagem à Academia e ao publico presente ao Sarau: a apresentação de uma poética espacial encantadora. A bailarina e coreógrafa integrante do Grupo MEME – memória do movimento – Thais Helena de Freitas dançou em coreografia de sua autoria ao som de belíssima musica clássica, recitando o poema Quintal de Osório, de autoria da referida acadêmica, de seu livro Genius Loci da Coleção Sempre Viva da ALFRS. A coreógrafa valeu-se das palavras e respectivas imagens do poema para transformá-las em movimento.

As atividades do sarau pareciam se entrelaçar de modo harmonioso, sucedendo-se num clima intelectual e amistoso. Após todos confraternizaram e brindaram em delicioso coquetel.

Escritora e Poeta

O Livro dos Erros

22 de maio de 2011

por Lícia Peres*

Uma das coisas mais aberrantes com que nos defrontamos neste momento é a utilização de livros destinados à educação com erros crassos da língua portuguesa, ou melhor dizendo, a deseducação institucionalizada. E o MEC serve para quê? Não é sua obrigação defender o nosso idioma como dispõe o artigo 13 da nossa Constituição?

É sabido que a educação se dá através da consolidação do conhecimento. É, portanto, dever da escola ensinar certo, corrigindo quem fala errado, não por discriminação, mas justamente para auxiliar os estudantes no domínio da sua língua materna que os auxiliará no processo de mobilidade social.

A tentativa de alguns ditos especialistas em linguística de flexibilizar as regras da escrita é um tremendo equívoco. “Os pé”, “menas”, “nós fumo”, e tantas expressões oriundas de um aprendizado deficiente em famílias iletradas devem, na escola, ser corrigidas. Assim a instituição estará cumprindo sua função de preparar os estudantes para competir, em igualdade de condições, com aqueles de famílias mais cultas. Não é possível, de forma paternalista, sonegar-lhes o direito de aprender, deixando “passar” os erros cometidos. Até porque o alunato, em qualquer nível, tem aspirações e quer melhorar sua condição de vida. Assim, muitos, mesmo com sacrifício, trabalham de dia e frequentam a escola noturna.

Ademais, há um aspecto que não pode ser desconsiderado. Em qualquer concurso, a exigência em relação ao conhecimento da língua portuguesa costuma ser rigorosa e até mesmo eliminatória. Como alguém oriundo de um ensino deficiente desde as séries iniciais poderá ter êxito em suas pretensões? Nesse caso constata-se a verdadeira discriminação: a que limita de antemão a ascensão dos mais pobres transformando seus sonhos em mera ilusão.

*Socióloga

O Enigma do Tempo Retido nos Museus

19 de maio de 2011

Teniza Spinelli*

A frequente comparação do museu com uma máquina do tempo – que desloca e transporta o indivíduo para outros mundos – leva-nos a crer que o espaço expositivo no museu, de fato, nos conduz a um tempo diferenciado e inusitado. Esse tempo concebido e problematizado – foco do olhar – pode ser o passado, o presente ou mesmo a projeção de um tempo ou lugar do futuro. Mas seguramente nunca será o tempo real vivido pelo visitante fora do espaço artificial, idealizado e institucionalizado. Porque o tempo no espaço da exposição museológica será sempre um simulacro do tempo real.

Para esclarecer essa assertiva fomos buscar inspiração em uma antiga lenda oriental. Trata-se da história de Urachima Taro, famoso pescador japonês e sua viagem a um mundo desconhecido.

Urachima, ao salvar uma estranha tartaruga maltratada por garotos, em uma praia de sua aldeia, liberta, sem saber, uma princesa encantada, filha do rei do mar. Como prêmio, a princesa o convida a conhecer o seu palácio, no fundo das águas. Impressionado por aquele mundo, Urachima se envolve e, acaba permanecendo ali, casado com a princesa.

A lenda, pela riqueza dos fatos abordados, nos permite fazer inúmeras reflexões: a tartaruga, por ter vida longa, constitui-se num símbolo milenar da passagem do tempo em seu lento, constante e irreversível percurso. Ela é ainda, neste caso, um vetor de comunicação. Em um museu, a exposição é o espaço do estranhamento, do hermético a decifrar. Trata-se de um local onde o visitante se percebe através dos objetos e, ao reconhecê-los, se conhece e se transforma. A mensagem contida nos objetos (meios), proposta pelo emissor (profissional do museu) no contexto museológico está destinada ao visitante-receptor denominado público de museu.

Na história em questão, o pescador é este indivíduo-visitante. Ao mesmo tempo em que ele desencanta/desvela o objeto olhado – na lenda a tartaruga/princesa – ele é também por ela encantado, gerando-se uma transformação. Urachima acaba fascinado pelo desconhecido: o mundo submerso da memória.

Que tempo é este que Urachima encontra no fundo do mar? Não é o tempo que ele viveu na aldeia, nem o tempo futuro que desconhece. Trata-se de um tempo presente, porém um tempo paralelo coexistente ao seu.

Conforme a lenda, a busca interior do personagem o consome. Embora vivendo com a princesa e rodeado de fabulosos tesouros, Urachima não consegue ser feliz. Como um exilado, ele teme perder a identidade e, por isso, deseja reencontrar aquele passado deixado para trás. Decidido a partir, recebe da princesa uma caixa fechada. Ela recomenda-lhe que não a abra, caso contrário jamais poderá regressar e vê-la novamente. A caixa nas mãos de Urachima representa uma incógnita. Assim como a tartaruga, este objeto é um vetor simbólico da comunicação com o tempo. A caixa contém o segredo do conhecimento ali acumulado e encerrado.

Cumprida a saga do retorno, no momento em que Urachima volta à tona, aflora à superfície das águas e caminha pela orla da praia, ele não reconhece mais a antiga aldeia. Descobre que seus parentes e amigos haviam morrido há séculos. Percebe que o tempo não tinha a mesma equivalência nos dois mundos. A lenda nos leva a crer que não há caminho de volta no tempo. Quando se move uma porta, não há retorno para o mesmo lugar, mas sim um abrir-se para o novo – um tempo reinaugurado. A identidade se constrói no caminhar e não no tentar reaver o que ficou para trás.

Como derradeira chance, em busca do auto-conhecimento, Urachima tenta reverter o tempo e projeta o futuro no fundo do mar. Mas o fundo do mar agora era passado. Desesperado, sem entender o enigma, Urachima esquece a recomendação da princesa e abre a caixa. Tal como a caixa de Pandora, ela contém um segredo, uma revelação radical para o visitante. Seu interior desvenda para ele a materialidade do tempo e opera nele uma transformação física. Urachima começa a envelhecer com rapidez e transforma-se num ancião. Amadurecido pelos anos e pelo conhecimento acumulado, sozinho, o pescador acaba morrendo na praia, no mesmo lugar da partida, agora também chegada. Cumpre-se assim a roda da vida.

Transpondo a lenda para o espaço museológico, podemos deduzir que a incógnita do tempo está contida nos objetos dos museus – signos – em sua relação com as pessoas, pois se tornam vetores de comunicação. O tempo é finito para os seres humanos, porém os objetos permanecem como testemunhos materiais, herdeiros da passagem do homem sobre a terra. Eles são verdadeiras máquinas do tempo a conduzirem os visitantes nos museus. Assim, a memória é uma condição do homem que o diferencia dos animais, pois somente o homem é capaz de capturar o tempo, de entender e traçar a sua própria trajetória e ter consciência de sua finitude.

Concluindo: entrar num museu – não importa qual tipologia – não é necessariamente entrar no passado. É, sobretudo, estabelecer nexos e relações sem fazer juízo de valor entre o velho e o novo, o bom e o mau, o feio e o belo. É exercitar a capacidade humana de reflexão. A memória não está, portanto, nos objetos dos museus, mas na capacidade humana de projetar e perceber nos objetos/bens culturais os condutores de processos mentais e de reflexões.

*Jornalista e museóploga

O que a TV nos manda ver

30 de março de 2011

por Sandra Fernandes*

Você já reparou que temos o hábito consolidado de sentar no sofá, ligar a TV e esperar por informações acerca do que está acontecendo no mundo, dia após dia, ouvindo, consumindo, mas nunca questionan-do? Alguma vez já se perguntou que fatia dos acontecimentos mundiais, nacionais e locais está repre-sentada ali? Já pensou em quanta coisa fica fora dos noticiários? Já parou para refletir que existe al-guém que decide o que entra no ar e o que não entra? Já se perguntou quais critérios essa pessoa usa para fazer essa triagem noticiosa decidindo o que será e o que não será repassado ao telespectador? Será que aquilo que ela considera importante seria o mesmo que você consideraria importante? Se você pudesse selecionar as informações, será que escolheria as mesmas notícias? O que eles mostram ali realmente influencia sua vida?

É assustador pensar que tem alguém decidindo por nós o que iremos saber e aquilo de que não tomare-mos conhecimento. A quem servem esses senhores anônimos, mas conscientes do que fazem, levando mensagens a um público semi-adormecido? Precisamos acordar, despertar de nossa passividade e refle-tir acerca de como são fabricados, distribuídos e vendidos esses produtos chamados notícias, bens in-tangíveis, mas que nem por isso deixam de ser bens de consumo. Ligamos nossa TV despreocupada-mente acreditando que iremos ouvir verdades. Será? Acreditamos que seus “conselhos” são bons. Será que são? Pensamos que as notícias veiculadas refletem realmente o que há de mais importante para saber. Será mesmo? Você já reparou nos anúncios que assiste enquanto espera pelo próximo bloco?

Quem são aquelas empresas que investem milhões para veicular seus nomes e seus produtos naquele chamado horário nobre em que milhões e milhões de pessoas estão, tal qual você, sentados assistindo aquele programa jornalístico?

Claro, elas bancam o custo da produção televisiva que, todos sabemos, é muito alto e que nós recebe-mos gratuitamente em nossos lares. Mas, será que em algum momento não pode haver um choque entre os interesses deles (patrocinadores) e nosso direito de conhecer os fatos e suas verdades? Se houver esse conflito, que sairá ganhando, nós, simples consumidores – e no mais das vezes, nem consumidores somos porque não podemos comprar o que eles vendem – ou os grandes e poderosos grupos que patro-cinam os telejornais e enchem de glamour e de dinheiro os concessionários de canais de TV? Aliás, vale lembrar que as TVs têm apenas concessões e que, portanto, prestam um serviço publico por dele-gação do Estado.

Você já reparou que há varias formas de contar a mesma história? Várias abordagens, várias ênfases, vários significados? Já reparou que normalmente a primeira frase de uma matéria televisiva já determi-na de que forma ela deve ser interpretada e já prepara o caminho para a conclusão que deve ser tomada sobre o que foi dito? Já reparou que não há questões em aberto para você refletir?

Tudo vem pronto, mastigado, resolvido. Em perfeita harmonia como roupa prêt-à-porter e como a co-mida fast-food, também alguém já lhe poupa o trabalho de pensar, de refletir, de analisar os fatos. O risco é você começar a acreditar que não tem capacidade para pensar, já que não lhe dão essa oportuni-dade.

Você já reparou que todos os dias as pessoas repetem, nas ruas, no trabalho, nos bares, a surrada frase “você viu… na TV ontem, que coisa horrível/engraçada/triste/absurda?” E se você, naquela fatídica noite, precisou levar sua sogra para a rodoviária e perdeu o famigerado pautador de assuntos, passa a ser considerado um desprezível e desatualizado cidadão que não leu na cartilha da boiada a lição da noite anterior. O curioso é que todos saem com a mesma opinião pasteurizada sobre os assuntos e ai de você se discordar do senso comum! Em suma, alguém decide sobre o que você vai conversar no dia seguinte e que impressão você vai causar no seu grupo social. Curioso, não? Mais curioso ainda é que tudo isso nos parece normal. Estranho é questionar essas coisas.

Mas precisamos questioná-las. Não podemos permanecer adormecidos, passivos, conformados. Preci-samos ansiar pela verdade simples, clara e objetiva e, sobretudo, não podemos deixar de considerar que toda mensagem é transmitida por alguém que está dentro de um contexto, que faz escolhas, que tem um objetivo ao transmiti-la. É necessário que essas mensagens astutamente elaboradas cheguem a cabeças críticas e conscientes e não apenas depósitos cerebrais de informações e interpretações pré-fabricadas.

* Jornalista e Psicóloga

Mulheres sujeitos da comunicação em redes, e não meras usuárias

30 de março de 2011

por Mônica Aguiar

Em 2010, das 19.678 solicitações iniciais de apoio à pesquisa apresentada à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), 42% foram apresentadas por mulheres. O percentual tem crescido continuamente desde 1992, quando foi de 30%. (Folha de S.Paulo) Graciela Natansohn e Karla Brunet estudam cibercultura e feminismo na Universidade Federal da Bahia (labdebug.net).

O desafio, de acordo com artigo escrito pelas estudiosas, é “fazer das mulheres sujeitos da comunicação em redes, e não meras usuárias”. Isso para que os portais dirigidos à mulher deixem de “repetir estereótipos sexistas tradicionais, que remetem a mulher ao lar, às compras, à beleza, à saúde e ao consumo”. Leia trechos do artigo:

“Recentemente, surgiram notícias de que as mulheres lideram no uso de redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut. Um dado relevante, que mostra a familiaridade delas com o uso das redes sociais. Ao mesmo tempo, nos questionamos: onde estão as mulheres na liderança nesses serviços de internet?”

“Mesmo um olhar leigo perceberá que a relação entre mulheres e internet não é muito diferente da entre mulheres e mídias tradicionais: a imagem delas é superexplorada para a pornografia e, na maioria das vezes, com viés preconceituoso”. “Do outro lado, portais dirigidos à mulher repetem estereótipos sexistas tradicionais, que remetem a mulher ao lar, às compras, à beleza, à saúde e ao consumo”. “O acesso ao computador é afetado pela pouca inserção feminina em postos de decisão técnica, no desenvolvimento de tecnologias úteis para elas e na produção de conteúdo”.

Tecnologia como aliada

“Há temas mais prioritários na agenda das mulheres, dizem uns: perante a violência, o assédio moral e sexual, os problemas de saúde e moradia, a tecnologia é menor.

Nada mais falso: a Internet é uma excelente ferramenta para que elas possam se defender e se informar”.

“O desafio é fazer das mulheres sujeitos da comunicação em redes, e não meras usuárias. Devem ser agentes ativas nos processos de desenho, aplicação, recepção e avaliação de projetos em rede. E fazer da tecnologia a sua aliada. “

“No bojo da luta pela democratização da comunicação, é preciso – e urgente – que as usuárias de Internet percebam as tecnologias da informação e comunicação com um olhar estratégico, como ferramentas de criação, expressão, produção e fortalecimento individual e das organizações de mulheres.”

FONTE: BLOG MULHER NEGRA