6 de março de 2010
Mesmo sendo mulher e viúva ela se tornou a 12ª presidente da República e sua eleição em 2007 foi festejada nas ruas de Nova Déli, pois representava uma mudança social. Ela fortaleceu a luta contra a discriminação das mulheres indianas. Com uma fibra inesgotável, sua prioridade era a questão do gênero. Por meio do banco cooperativo criou o Pratibha Mahila Sahakari Bank que financiou empréstimos para mulheres empreendedoras e também no campo agrícola. Tem combatido o feteocídio de e o casamento infantil.
Sobretudo Patil era indelevelmente associada à família Ghandi e integrante do Partido do Congresso e seu pensamento ditou seus atos “Ninguém nasce com sorte. Você tem que ser determinada e dedicada, só isso”.
Uma dalit, Meira Kumar, foi eleita pela primeira vez presidente do Parlamento Indiano, em 1985, e faz parte da revolução que as mulheres promovem em seu país, onde os intocáveis iniciam uma escalada de poder.
Oriunda da classe social mais baixa, Kumar persegue o sonho de justiça social de Mahatma Ghandi. Advogada por formação foi ministra da Justiça, em que defendeu a causa dos intocáveis.
Meira Kumar preside um Legislativo composto de 543 membros, dos quais apenas 58 são mulheres. Foi eleita presidente do Parlamento por unanimidade, contando inclusive com o voto dos parlamentares brâmanes.
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6 de março de 2010
Ela ultrapassou os 100 anos de idade e sempre demonstrou irreverência incomparável e dizia: “a gente tem que de escrever uma autobiografia para não sair falando besteira por aí”. E foi assim que ela justificou o lançamento do seu livro, primeiro e único, “Dercy de cabo a rabo”. Isso no auge de seus 87 anos, no ano de 1995.
A edição contava a trajetória artística da comediante desde que fugiu de casa aos 17 anos, atrás de uma companhia circense.
De lá até o fim de sua vida foram mais de 40 filmes, novelas, especiais televisivos. Homenagens não faltaram, e Dercy já virou até enredo de escola de samba – a Unidos do Viradouro desfilou ao som de Bravo, Brevíssimo, em 1991.
Mas o livro foi o que mexia com o coração de Dercy ultimamente ela diz; “Estou extremamente feliz com ele. Não tenho qualquer pretensão literária. Só não quero que amanhã digam coisas erradas a meu respeito. Embora seja muito doloroso remexer no passado, sendo verdadeira comigo mesma, tenho certeza de que valeu à pena”.
Naquela época ela dizia: “Os planos para o futuro incluem muito trabalho, com espetáculos em todo o Brasil”. “Quero trabalhar até morrer”, afirmou com entusiasmo.
Pode ter certeza, Dercy, valeu à pena você ter existido e proporcionado tanta coisa bonita, sua vida foi um legado e um trabalho de mulher, que lutou, venceu e atingiu todos os pontos em sua longa vida.
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6 de março de 2010
Este é um espaço democrático. Reunirá informações educativas dirigidas à promoção da mudança de comportamento frente a uma cultura secular do modelo masculino de sociedade.
O Feminal está focado no olhar das mulheres sobre a sociedade contemporânea abordando temas como os espaços profissionais, instâncias de poder e como as mulheres vêem estas relações no futuro.
O Feminal é um desafio às mulheres. Nele serão disponibilizados temas ligados ao interesse feminino. Que vida deseja viver? Que sociedade deseja construir? Que legado deseja firmar?
Conquistar o respeito pela equidade de gênero que a sociedade insiste em não reconhecer.
Enfrentar as questões do patriarcado e a reeducação do comportamento feminino frente às mudanças que precisam acontecer, para que as mulheres possam ter uma nova atitude frente à violência, ao assédio moral e ético, tão comuns em seu quotidiano.
O Feminal está disposto a enfrentar este desafio. Articular-se com as redes sociais, atingir um número cada vez maior de mulheres na consolidação do feminismo como movimento.
Parte da sociedade pensa que o feminismo está superado, mas, ao contrário, está apenas em uma nova fase, a busca do empoderamento pela conquista da equidade profissional e social.
Eloá Muniz
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