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	<title>feminal &#124; próprio da mulher</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>Tailandesas comemoram eleição de 1ª mulher como premiê do país</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[equidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Após seis primeiros-ministros em seis anos de uma crise política por vezes sangrenta, uma mulher será indicada como primeira-ministra. Algo inédito no país, Yingluck Shinawatra, empresária de 44 anos que até dois meses estava fora da política, deve ser eleita a nova primeira-ministra da Tailândia após a maciça vitória de seu partido, o Puea Thai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Após seis primeiros-ministros em seis anos de uma crise política por vezes sangrenta, uma mulher será indicada como primeira-ministra. Algo inédito no país, Yingluck Shinawatra, empresária de 44 anos que até dois meses estava fora da política, deve ser eleita a nova primeira-ministra da Tailândia após a maciça vitória de seu partido, o Puea Thai (Para Tailandeses, em tradução livre).</span></span></span></p>
<p>O principal líder do partido é o irmão de Yingluck, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, que já foi eleito premiê por duas vezes e está vivendo como fugitivo da Justiça da Tailândia em Dubai. Thaksin quer voltar ao seu país e uma das políticas da irmã será a anistia a crimes políticos.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Yingluck, conhecida como Pou, nunca havia concorrido a um cargo público ou assumido um posto no governo. Mas alguns tailandeses, principalmente as mulheres, veem a vitória como um grande passo para as mulheres do país, que têm lutado por representação igual no governo</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Fonte: Agência Patrícia Galvão</span></span></p>
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		<title>Relacionamento de uma pessoa com outra</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Marco Antonio Fetter* Nem o amor, e muito menos o casamento, surgiram assim sem mais nem menos. Foi criado, estruturado, se fez para atender algumas necessidades, ou melhor, o sentimento do amor e a instituição do casamento nasceram para atender as nossas melhores necessidades. Da alma e da vida. De uma vida com alma. &#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Marco Antonio Fetter*</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Nem o amor, e muito menos o casamento, surgiram assim sem mais nem menos. Foi criado, estruturado, se fez para atender algumas necessidades, ou melhor, o sentimento do amor e a instituição do casamento nasceram para atender as nossas melhores necessidades. Da alma e da vida. De uma vida com alma.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">&#8230; é de se perguntar, então: onde e como começou o casamento? Por mais que alguns queiram acreditar, a caricatura do homem da caverna arrastando sua noiva pelos cabelos para a sua caverna não foi&#8230;com toda a certeza, o modo pelo qual o casamento começou.</span></span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Outros entusiastas teóricos românticos podem especular que o homem começou em bandos de laços frouxos partilhando sexo, companheiras e filhos, juntamente com sua comida. Mas, embora tal opinião de vida comunal promíscua seja intrigante, os antropólogos não encontram provas para sustentar essas idéias propostas por antigos antropólogos e filósofos. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mesmo os nossos parentes mais próximos entre os primatas não vivem em bandos promíscuos &#8211; podem ser mais ecléticos em sua vida sexual do que gostamos de pensar que somos, mas eles também seguem certas normas de relacionamento.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Simplesmente não sabemos quais foram às primeiras normas do homem no casamento embora se especule que o “vínculo do par” foi à unidade fundamental do homem em suas fases iniciais de desenvolvimento humano. </span></span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mas isso é apenas uma teoria, e, como as pesquisas da história humana e antropológica nos mostram, o modo de vinculação do homem no casamento tem sido espantosamente diverso, variando desde a monogamia até a poligamia. Entretanto, naquelas sociedades em que se preferem outras formas de casamento, a monogamia também existe, é uma norma universal em todas as sociedades do mundo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Esse tipo de união da mulher e do homem pode não ser sexualmente exclusivo ou durar a vida inteira, mas sua presença em toda parte confirma o fato de que o relacionamento de uma pessoa com outra é uma norma humana básica.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O relacionamento de uma pessoa com outra satisfaz as necessidades profundamente humanas do indivíduo, as necessidades desenvolvimentistas e psicológicas da intimidade, confiança, afeição, associação e validação da experiência. Não precisa ser permanente, exclusivo ou dependente, mas o relacionamento de duas pessoas &#8211; de uma com a outra &#8211; permite uma aproximação e intimidade psicológica que nenhuma outra espécie de relacionamento oferece.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Na teoria, o casamento não deve ser necessário para haver um relacionamento de uma pessoa com outra. Na verdade, nem é preciso haver casamento para se legitimar um filho. Num mundo de verdadeira compreensão humana, o filho deve ser legítimo porque nasceu. Todos os requisitos para cuidá-lo &#8211; cuidado maternal, garantia de interdependência e cooperação com os outros, podem ser atendidos sem o casamento legal.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O amor e o companheirismo existentes entre um casal não necessitam de documento nenhum para fazê-los atuar ou assegurar sua existência. Ou precisam?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O compromisso com outra pessoa não pode ser legislado ou registrado. O “verdadeiro compromisso vem de dentro, não de fora de um relacionamento”. A assinatura de um contrato não pode garantir a ninguém o compromisso de outra pessoa no sentido emocional; porque a ausência de tal contrato deve significar falta de compromisso? Não deve, é claro. Mas, infelizmente, às vezes significa, e bastantes vezes para permitir que aqueles que acreditam no compromisso da companheira (ou companheiro) pensem duas vezes. Não precisaríamos do contrato de casamento, na realidade, se todos nós tivéssemos alcançado uma etapa de desenvolvimento humano que assegurasse responsabilidade e confiança mútuas entre todas as pessoas. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">*Doutor em Sociologia da Família &#8211; www.rebraf.com.br</span></span></span></span></p>
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		<title>Por que elas ganham menos?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Consultor explica que os homens não ganham mais que as mulheres apenas por questões de preconceito, mas por outro motivo: ao contrário das mulheres, geralmente os homens colocam a carreira muito à frente da família. Participar de almoços e jantares de negócios; ser agressivo na busca de metas; reivindicar aumentos de salários; prospectar clientes; trabalhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Consultor explica que os homens não ganham mais que as mulheres apenas por questões de preconceito, mas por outro motivo: ao contrário das mulheres, geralmente os homens colocam a carreira muito à frente da família.</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Participar de almoços e jantares de negócios; ser agressivo na busca de metas; reivindicar aumentos de salários; prospectar clientes; trabalhar nos finais de semana; cobrar resultados, cortar custos; viajar com frequência; fazer política para ser promovido. Essas são algumas das muitas atividades &#8220;extras&#8221; que fazem parte do dia a dia de executivos de empresas nacionais e multinacionais. No mercado de trabalho, o diferencial não está, muitas vezes, presente nas tarefas que são desenvolvidas, mas na personalidade do profissional que a desenvolve. Nesse sentido, quem exerce melhor estas atividades, o homem ou a mulher? Na era do politicamente correto, quase todos responderiam que tanto faz, o importante seria a capacidade de realização e a produtividade desta pessoa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mas, se isso é verdade, por que, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais 2010 (RAIS), as mulheres, que representam 42% dos 44 milhões de trabalhadores formais do Brasil, ganham, em média, 17% menos do que os homens? Uma das explicações para esta questão, de acordo com Eduardo Ferraz, consultor em Gestão de Pessoas e estudioso da Neurociência Comportamental, é que a diferença salarial é definida quando o profissional escolhe qual moeda de troca ele dará prioridade em sua carreira. As empresas têm basicamente quatro moedas para oferecer aos seus funcionários: dinheiro, segurança, status e aprendizado.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Quem gosta mais de dinheiro, inconscientemente deixará em segundo plano as outras moedas, abrindo mão principalmente da segurança que significaria horários fixos, estabilidade, e, portanto, tempo para dedicar à família. Há mais homens ganhando mais e em cargos de chefia, pois eles culturalmente priorizam a carreira e colocam a família em segundo plano”, explica o consultor, que complementa: “as mulheres, em sua maioria, preferem trabalhos que lhes proporcionem mais segurança do que dinheiro. Não há uma opção melhor que a outra, apenas consequências”, Ferraz, que também é autor do livro Por que a gente é do jeito que a gente é?, lembra que os profissionais (homens ou mulheres) que deixam de lado a segurança, seja por estarem atrás de mais dinheiro, status ou aprendizado, estão sujeitos à instabilidade, mudanças freqüentes, carga horária maior e pressão constante por resultados.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>O preço pela estabilidade</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Segundo Ferraz, “Tudo tem seu preço”. Quem der muita prioridade ao aprendizado, tenderá a abrir mão do dinheiro e (ou) do status, e assim por diante, já que, quando uma moeda é muito importante, ocupa o espaço das outras. No caso das mulheres, a escolha pela segurança é quase instintiva. “Elas têm uma sobrecarga muito maior que a dos homens. Além de estar sempre atualizada, ter cursos de especialização, e ser uma profissional brilhante, ainda tem que cuidar dos filhos, ser uma filha dedicada, ter o corpo saudável, cuidar da casa, ser amorosa com marido, e ainda ouvir – pacientemente &#8211; da sogra, que não dedica tempo suficiente à família. É um verdadeiro massacre, e pouquíssimos homens agüentariam a carga que a maioria das mulheres suportam”, descreve Eduardo Ferraz.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">É por isso que muitas mulheres tacitamente aceitam ganhar menos em troca de uma carreira que lhe dê mais segurança e flexibilidade para suas múltiplas jornadas”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O consultor chama a atenção para as mulheres que priorizam a carreira e entregam resultados consistentes, fato que garante uma autoridade moral para exigir chances parecidas com a dos homens. “Quer meu talento em tempo integral? Pague o mesmo que fulano ganha para realizar um trabalho parecido. Esta postura quase sempre funciona, pois ninguém quer perder um funcionário de alta performance independente do sexo”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O preço é alto, mas para quem está disposta a pagar vale à pena investir, mesmo que muitas vezes tenha que adotar uma jornada “quíntupla”: ser ótima profissional, mãe, esposa, ganhar mais que os homens e ainda ser elogiada pela sogra&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">*<span style="font-size: x-small;">Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultorias “in company”, com aplicações práticas da Neurociência comportamental, possuindo mais de 30.000 horas de experiência prática. É pós-graduado em Direção de Empresas, especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos e autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Fonte: Maxpress </span></span></p>
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		<title>52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violância contra as mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[ Pesquisa sobre violência doméstica, realizada pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 52% dos homens e mulheres acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres. Medo de ser morta paralisa a vítima  A pesquisa &#8220;Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil&#8221;, realizada em 70 municípios brasileiros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Pesquisa sobre violência doméstica, realizada pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 52% dos homens e mulheres acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres.</em><strong><br />
</strong><br />
<strong>Medo de ser morta paralisa a vítima</strong> <br />
A pesquisa &#8220;Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil&#8221;, realizada em 70 municípios brasileiros, com 1.800 homens e mulheres, aponta que o medo de ser morta é outro dos principais motivos que leva a vítima a não romper com o agressor. Na região Centro-Oeste, esse motivo foi apontado por 21% das entrevistadas. No Sudeste, por 15%; no Sul, por 16%. O Nordeste tem o menor índice: 13%.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">&#8220;É uma vergonha as mulheres não saírem de casa porque podem ser mortas. Ciúme não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher. E a sociedade machista é um problema porque acha que a mulher não tem direito à autoestima e nem pode falar, se manifestar&#8221;, afirmou a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Homens batem &#8220;sem motivo&#8221; <br />
</strong>Segundo Fátima Jordão, uma técnica sofisticada foi utilizada pela primeira vez na pesquisa com a finalidade de obter respostas mais fidedignas. &#8220;No capítulo relativo à violência vivenciada por homens e mulheres, os entrevistados preencheram o questionário em sigilo e colocaram em um envelope. Dessa forma, evitou-se que o entrevistado se sentisse inibido ou influenciado.&#8221; </span></span></span></p>
<p>Dos homens entrevistados, 15% admitiram já terem agredido  fisicamente as mulheres, sendo que 12% afirmaram ter batido nas companheiras &#8220;sem motivo&#8221; e 38% por ciúme. </p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>População não confia na proteção da polícia </strong><br />
O estudo mostrou ainda que a sociedade não confia na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica. Essa é a percepção de 59% das mulheres e de 48% dos homens. </span></span></span></p>
<p>&#8220;O número de denúncias feitas ainda é pequeno em relação à violência que existe. Isso acontece porque as políticas públicas, que incluem delegacias especializadas e centros de referência para que a mulher confie e vá denunciar, ainda estão aquém da necessidade&#8221;, afirma Maria da Penha Fernandes, que teve a história de vida como inspiração na criação da Lei Maria da Penha, que completará cinco anos em vigor. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro do marido.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Em todo o país há somente 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 70 juizados de violência doméstica, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Fonte: Pesquisa Instiuto Avon/Ipsos -`Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011</span></span></span></p>
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		<title>Mulheres desaprovam retrato que mídia faz delas</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura e Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento]]></category>
		<category><![CDATA[equidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Corpo, mídia e sexualidade. Este é um dos temas da pesquisa &#8220;Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado&#8221;, realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, por meio de seu Núcleo de Opinião Pública, e em parceria com o SESC, mostra como a mulher se sente em relação ao próprio corpo. Se os homens em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Corpo, mídia e sexualidade. Este é um dos temas da pesquisa &#8220;</span><span style="color: #000000;">Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado&#8221;</span><span style="color: #000000;">, realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, por meio de seu Núcleo de Opinião Pública, e em parceria com o SESC, mostra como a mulher se sente em relação ao próprio corpo. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Se os homens em geral apreciam ver rostos e corpos de belas mulheres na publicidade e em programas de TV, para as mulheres essa representação, além de pouco atraentre, contribui para uma desvalorização da classe feminina.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;"><strong>Confira alguns números da pesquisa</strong></span></span></span></p>
<p>Para Gustavo Venturi, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores da pesquisa, a opinião das entrevistadas &#8221;mostra um amadurecimento da reflexão sobre a imagem da mulher. O percentual de desaprovação já era alto em 2001 e agora, cresceu mais. Isso mostra que elas estão conscientes de que a mídia, muitas vezes, impõe padrões que não são reais e que não representam a figura feminina”.</p>
<p>Outro dado interessante revelado pela pesquisa é que a grande maioria das mulheres (74%) é a favor de algum tipo de controle (governamental ou do próprio mercado) sobre o teor do conteúdo exibido pela publicidade e pela mídia. “Esse índice nos causou bastante surpresa porque é comum a sociedade reagir de maneira negativa a qualquer possível ideia de controle ou censura”, comenta o pesquisador.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Quatro em cada cinco (80% hoje, 77% em 2001) acham ruim que “na televisão sempre tem programas com mulheres dançando com roupas curtas, mostrando bastante o corpo”, sobretudo por avaliar que isso “dá muita atenção só para o corpo e desvaloriza todas as mulheres” (51%, contra 56% antes).</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Três em cada quatro brasileiras (74%) são favoráveis a “um maior controle da programação e da publicidade na TV”, dividindo-se entre as que acreditam que isso deve ser feito por autorregulamentação das TVs e agências de publicidade” (38%), as favoráveis a uma “maior fiscalização ou censura por parte do governo” (37%), e ainda as que prefeririam o controle “por um órgão ou conselho com pessoas da sociedade” (20%).</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A maioria das mulheres (64% hoje, 59% em 2001) avalia que de um modo geral elas próprias “saem perdendo” por ser comum no Brasil usarem “roupas que marcam o corpo, como calças justas, saias curtas e blusas decotadas”. Apenas 9% acreditam que as mulheres “saem ganhando” com isso (18% em 2001).</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Apenas 50% das mulheres hoje (54% em 2001) declaram-se totalmente satisfeitas “com sua aparência física” em comparação a 70% dos homens.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Entre a quase metade das mulheres (47%) que não está plenamente satisfeita com sua aparência, declaram-se espontaneamente descontentes com a barriga 15%, acima do peso 14% e com os seis 7%.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Fonte: Meio &amp; Mensagem/Fundação Perseu Abramo</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil tem o primeiro portal de Consumo Colaborativo</title>
		<link>http://www.feminal.com.br/2012/01/brasil-tem-o-primeiro-portal-de-consumo-colaborativo-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[  O DescolaAí.com possibilita o acesso aos produtos o que evita a necessidade de novas compras e aumenta a vida útil dos objetos. Quem nunca comprou algo por impulso que acabou encostado em um canto da casa? Ou precisa de um objeto por um curto período de tempo e não vê a necessidade de comprá-lo? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>  <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O <em>DescolaAí.com</em> possibilita o acesso aos produtos o que evita a necessidade de novas compras e aumenta a vida útil dos objetos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Quem nunca comprou algo por impulso que acabou encostado em um canto da casa? Ou precisa de um objeto por um curto período de tempo e não vê a necessidade de comprá-lo? O portal DescolaAi.com foi desenvolvido para reunir, de forma segura, quem tem um objeto a emprestar a quem precisa de alguma coisa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">De livros, CDs, até equipamentos esportivos, ferramentas, barracas de camping e outros objetos podem ser disponibilizados ou procurados no primeiro portal brasileiro do gênero. Isso faz com que os produtos possam integrar o banco de dados do site e assim, ser usado por mais pessoas e mais vezes. “Várias vezes compramos coisas que usamos pouco e que acabam até estragando por falta de uso”, comenta o diretor do portal, Gui Brammer. O <em>DescolaAí.com</em> aumenta a vida útil dos produtos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ao acessar o portal e se cadastrar, o usuário pode procurar por um objeto que esteja precisando, como uma raquete, por exemplo. O sistema realiza uma busca baseada no CEP (Código de Endereçamento Postal) e identifica a pessoa mais próxima geograficamente que possa emprestá-la.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Assim que a oferta e a demanda são identificadas, o sistema coloca os dois usuários em contato e gera um código de segurança que somente será conhecido por eles, para que se identifiquem. A negociação do valor, o tempo do empréstimo e a entrega serão definidos pelos usuários, nesta etapa do processo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Para garantir a segurança do dono do objeto que será emprestado, o sistema registra os dados do cartão de crédito do locatário e estipula um valor – que será usado como caução -, para o caso do produto ser devolvido danificado.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Após a devolução, o sistema acusa o fim do empréstimo, libera o pagamento para o dono do produto e solicita &#8211; a quem emprestou e a quem tomou emprestado &#8211; que pontuem a atuação um do outro, de forma a criar um ranking com os usuários do portal mais confiáveis. “O DescolaAí.com possibilita que os produtos não fiquem parados na casa das pessoas e que elas possam ter lucro com eles”, comenta Brammer.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Depois de um período de testes rigorosos nos sistemas de segurança e pagamento, o portal foi lançado em julho, com a função aluguel (empréstimo remunerado). Em breve, irá contemplar uma plataforma virtual para a realização da troca de produtos entre os usuários cadastrados. Outra iniciativa que está prevista para os próximos meses é a criação de eventos, nos quais os usuários poderão se conhecer pessoalmente e realizar empréstimos ou trocas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Conceito de Consumo Colaborativo – O <em>DescolaAí.com</em> traz ao Brasil o conceito de Consumo Colaborativo, que estimula que os produtos sejam usados por mais pessoas, aumentando sua vida útil e evitando o uso de novas matérias-primas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Essa ideia nasceu nos Estados Unidos, nos anos 2000, como uma alternativa ao modelo de consumo excessivo que marcou a sociedade norte-americana nos anos 80. Lá, por exemplo, há mais de 50 milhões de furadeiras no mercado e, em média, cada uma delas é usada em toda a sua vida útil, de 6 a 13 minutos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A prática do Consumo Colaborativo combina com as atuais demandas da sociedade por ações sustentáveis. Segundo Gui Brammer, quando se empresta um produto, se deixa de comprar um novo e se reduz a extração de novas matérias primas. Além disso, o acesso aos bens também é um benefício social. “Mais que o livro em si, o acesso a ele é o real ganho à população”, completa o executivo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O DescolaAí.com é gerenciado pela GreenBusiness, empresa liderada por Gui Brammer e especializada em soluções de logística reversa. Entre suas ações, a companhia gerencia a TerraCycle no Brasil.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Para conhecer o site, acesse www.descolaai.com e faça seu cadastro.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Fonte: Maxpress </span></span></p>
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		<title>Abandono infantil, fenômeno com gênero</title>
		<link>http://www.feminal.com.br/2012/01/abandono-infantil-fenomeno-com-genero-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:43:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[Helda Martinez* Tem 20 anos e não sabe quem são seus pais nem se tem irmãos. Aos três anos, Mariana foi entregue na Colômbia a uma família camponesa da qual fugiu aos 14. Perambulou por uma semana, até que a polícia a enviou a um centro de proteção do Estado. Agora, maior de idade, faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Helda Martinez*</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Tem 20 anos e não sabe quem são seus pais nem se tem irmãos. Aos três anos, Mariana foi entregue na Colômbia a uma família camponesa da qual fugiu aos 14. Perambulou por uma semana, até que a polícia a enviou a um centro de proteção do Estado.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Agora, maior de idade, faz terapia psicológica, trabalha e estuda Administração, “porque no futuro criarei uma instituição de proteção a meninos e meninas abandonados e abusados”, afirmou, com convicção, à IPS.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mariana, nome fictício que a jovem pediu para usar a fim de preservar sua identidade, conhece bem tudo isso, porque sofreu abuso quando criança. “Tinha sete anos. Eu contava para uma senhora que cuidava de mim, e ela não acreditava”, revelou.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Segundo contaram, ela foi abandonada devido à pobreza dos pais, naturais do departamento de Boyacá, que a deixaram em uma localidade rural perto de Bogotá.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Essa costuma ser a causa comum do abandono infantil, à qual se somam a ignorância, a falta de consciência sobre planejamento familiar e da responsabilidade que representam os filhos, a cultura machista e a violência em suas múltiplas expressões.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Séculos em guerra e quase cinco décadas do atual conflito interno também afetam de maneira especial a sociedade colombiana, vítima de deslocamentos forçados e do consequente desmembramento familiar, de mortes violentas ou de recrutamentos pelos diferentes grupos armados.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">No caso das mulheres, soma-se sua utilização como arma ou recompensa de guerra, o que as leva a serem violentadas por membros de todos os grupos que participam do conflito.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Uma situação que motivou, nas duas últimas décadas, pronunciamentos do Tribunal Constitucional colombiano, acompanhamentos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e decisões do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Por trás do mapa de abandono há um número obtido pela organização não governamental Educação para a Saúde Reprodutiva com base em um estudo de 2007: na Colômbia, 56% das gestações são indesejadas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A isso devem ser acrescentados mais dois: em 2009 havia no país 61 mil menores de ambos os sexos acolhidos pelo Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, que calculou que, além disso, outras 30 mil crianças desamparadas estão nas ruas, em um país com 45,6 milhões de habitantes, 37% deles com menos de 18 anos, segundo dados oficiais.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A esses dois grupos devem ser somados entre seis mil e 11 mil menores, de ambos os sexos, recrutados ilegalmente, de acordo com números que variam segundo as fontes.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">É uma realidade que nos converte em um dos povos mais raivosos do mundo”, disse à IPS o psiquiatra Francisco Cobos, autor de dois livros que se converteram em referência sobre o fenômeno, “Estratégia para uma luta contra o abandono: modelo de atenção integral à criança de rua” e “Psiquiatria da criança, do adolescente e da família”.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Por quê? Porque a raiva é um sentimento que corresponde à perda de algo que nos é importante. O abandono é perda. Causa raiva, distanciamentos e novos abandonos, em um círculo que não se rompe. Que se sustenta na falta de afeto”, explicou o especialista.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Esta situação atual se cruza, para alguns estudiosos, com a época anterior à chegada de Cristóvão Colombo e dos espanhois à América. “As sociedades indígenas davam mais valor aos meninos, futuros guerreiros”, disse o pediatra e professor de antropologia médica Hugo Sotomayor.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Recorda, nesse sentido, que na fase pré-colombiana entre os povos assentados no atual território colombiano havia “práticas como o infanticídio de meninas até o nascimento de um menino”.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ao confrontar o valor que os indígenas davam ao nascimento de meninos com as práticas e crenças espanholas, há semelhanças evidentes”, constata Hugo em publicações da Academia Nacional de Medicina.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A Casa de Crianças Enjeitadas de Santa Fé de Bogotá informa que (já em 1642) mais meninas eram abandonadas”, comentou o pediatra.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Trata-se de uma história de séculos de vexames contra as mulheres, que teria começado a se romper paulatinamente e de modo silencioso desde meados do Século 20, afirmou Francisco. “É uma revolução que avança quase sem percebermos”, declarou.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Em meio às dificuldades que continuam enfrentando, as mulheres se apoderam do mundo de uma maneira real, por sua natureza e manejo de sentimentos que nós não conseguimos”, disse.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">É a razão, segundo Francisco, para que, “apesar de os maus-tratos deixarem nelas sequelas, medos e dificuldades de relacionamento, também superem as situações difíceis com mais facilidade do que os homens”.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Baseou sua apreciação no que não duvidou em definir como “vulnerabilidade masculina”, agora escondida em expressões machistas, que deixam profundas solidões. “Seres distantes, crianças adultas com pais ausentes”, afirmou.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Explicou, como exemplo, que “se um jovem perde um olho em uma briga, tem mais dificuldade de superar o trauma do que uma mulher diante de uma complexidade. Ele sente a derrota, que reduziu sua macheza”, afirmou Francisco.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">É um conjunto de realidades frente às quais, enfatizou o psiquiatra,</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> só a educação dos adultos, para promover mudanças profundas em seus comportamentos com menores, romperia os círculos de abandono e abuso, evidentes em todos</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> os segmentos sociais e que têm muitas expressões, incluída a “dos pais que trabalham muito e deixam os filhos sozinhos”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Francisco ressalta, ainda, que “a legislação por si só não serve” e que “os órgãos estatais de proteção, que têm sobretudo caráter político, não motivam mudanças reais”. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">As opiniões do médico explicam porque Mariana se propõe a criar uma fundação como seu principal objetivo, conseguir qualificações altas na universidade e ter a certeza de sentir-se “uma mulher nova” como resultado da terapia psicológica.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Está convencida de que as meninas sofrem mais o abandono do que os meninos, embora especialistas como Francisco afirmem que “na primeira infância meninos e meninas são igualmente afetados”, e mais adiante processem a situação de maneira diferenciada.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Depois do que viu e viveu, Mariana acredita que “nós somos mais delicadas”. E acrescentou, como que para si mesma: “é triste não ter uma mãe que nos ensine o que fazer quando chega a menstruação, ou como nos proteger de homens que abusam”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">*IPS/Envolverde</span></span></p>
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		<title>Curso: oficina de poesia na Academia Literária Feminina RS-2012</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 19:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ampliando o repertório 2: diálogos sobre poetas e poéticas com Ronald Augusto Duração: 04 encontros-aulas, no mês de janeiro. Local: Academia Literária Feminina/RS – Rua Sarmento Leite, 933 – quase esquina Rua Lima e Silva, Cidade Baixa, Porto Alegre, RS. Datas: 12, 19 e 26/01 quintas-feiras e 17/01 terça-feira. Horário: das 16h às 18h. Inscrições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ampliando o repertório 2: diálogos sobre poetas e poéticas </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">com Ronald Augusto</span></span></em></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Duração: 04 encontros-aulas, no mês de janeiro. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Local: Academia Literária Feminina/RS – Rua Sarmento Leite, 933 – quase esquina Rua Lima e Silva, Cidade Baixa, Porto Alegre, RS.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Datas: 12, 19 e 26/01 quintas-feiras e 17/01 terça-feira. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Horário: das 16h às 18h. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Inscrições pelos telefones: <em>9991 9292 ou 9676 2730 ou e-mail: <a href="mailto:alf.rs@terra.com.br">alf.rs@terra.com.br</a></em></span></span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Sobre a oficina</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Um diálogo dinâmico sobre alguns poetas fundamentais da tradição poética de língua inglesa, seja em termos de fundação da linguagem moderna, seja em termos de perspectivas para a contemporaneidade. Através da apresentação e análise de obras chaves de determinados poetas, os participantes do curso se familiarizarão com as questões essenciais da função estética da linguagem e desse modo ampliarão sua capacidade de leitura e criação de poemas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Os encontros serão dedicados aos seguintes autores: Walt Whitman, Ezra Pound, T. S. Eliot e, finalmente, William Carlos Williams e E. E. Cummings. Dentro deste quadro se discutirá desde a dicção versicular do utópico Whitman até a fratura sem-versista de Cummings, passando pela épica sem enredo de Pound, o imagismo de Williams e as 3 vozes poéticas de Eliot.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Em paralelo os participantes exercitarão a escritura de poemas que serão comentados e debatidos em grupo. O curso, portanto, também se voltará para o aspecto da criação verbal de cada interessado.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Em seus objetivos gerais a oficina pretende</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Reforçar o valor da literatura como forma de ampliar a subjetividade do indivíduo — objetivo por si só pertinente, haja vista o panorama sociocultural cada vez menos voltado ao pensamento e à interpretação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Divulgar e, na medida do possível, ampliar a riqueza da produção poética universal. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Estimular a produção de poemas no sentido de acréscimo criativo (qualitativo) à nossa tradição literária. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>E em seus objetivos específicos</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Identificar e explorar no interior do texto a função poética da linguagem, de modo a potencializar os elementos já iniciados ou prefigurados racional ou intuitivamente nos escritos dos candidatos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ler, em cada poema apresentado, o que está de fato escrito/inscrito desde um ponto de vista de forma-e-fundo, e não aquilo que gostaríamos que estivesse escrito. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Trabalhar elementos/insumos essenciais como sonoridade, rima, ritmo, imagem, e outras figuras de linguagem. Perceber que forma e conteúdo são inseparáveis. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Tomar consciência de que a poesia não é uma janela para o real. A arte da poesia propõe quando muito um sentido provável para o real. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Sobre Ronald Augusto</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ronald Augusto é um escritor que atua em inúmeras áreas: é poeta, músico (integra a banda <em>os poETs</em>), letrista (parcerias com Marcelo Delacroix), ensaísta e possui ainda um trabalho significativo no âmbito da literatura. Como poeta alcançou expressividade no cenário nacional e até mesmo mundial, de tal forma que suas produções foram publicadas em revistas literárias, bem como em antologias, dentre elas destacamos: <em>A razão da Chama, </em>organizada por Oswaldo de Camargo (1986), a revista americana Callaloo: African Brasilian Literature: a special issue, EUA (1995 e 2007), a revista alemã Dichtungsring Zeitschrift für Literatur, e outras.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">As principais temáticas presentes no repertório intelectual de Ronald Augusto referem-se à poesia contemporânea e à literatura negra no Brasil. Entre essas publicações um estudo referente à obra de Cruz e Sousa mereceu destaque e por este trabalho o escritor recebeu a Medalha de Mérito conferida pela Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa. Além dessa premiação, o poeta recebeu ainda o Troféu Vasco Prado conferido pela 9ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, em agosto de 2001 e o Prêmio Apesul Revelação Literária em 1979.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poesia contemporânea e visual. Em 2007 criou ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia. É diretor associado do website </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.sibila.com.br/"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">WWW.sibila.com.br</span></span></a></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">. Colaborador do caderno </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Cultura</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> do Diário Catarinense. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Entre suas principais publicações destacamos <em>Homem ao rubro, </em>de 1983, <em>Puya, </em>com a primeira edição em 1987; e ainda um dos seus mais recentes trabalhos, que recebeu o nome de <em>Confissões Aplicadas, </em>publicado em 2004. Recentemente publicou pela editora Éblis o livro de poemas <em>No assoalho Duro</em> (2007).</span></span></p>
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		<title>Relacionamento de uma pessoa com outra</title>
		<link>http://www.feminal.com.br/2011/09/relacionamento-de-uma-pessoa-com-outra/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 13:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Marco Antonio Fetter* Nem o amor, e muito menos o casamento, surgiram assim sem mais nem menos. Foi criado, estruturado, se fez para atender algumas necessidades, ou melhor, o sentimento do amor e a instituição do casamento nasceram para atender as nossas melhores necessidades. Da alma e da vida. De uma vida com alma. &#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marco Antonio Fetter*</p>
<p>Nem o amor, e muito menos o casamento, surgiram assim sem mais nem menos. Foi criado, estruturado, se fez para atender algumas necessidades, ou melhor, o sentimento do amor e a instituição do casamento nasceram para atender as nossas melhores necessidades. Da alma e da vida. De uma vida com alma.</p>
<p>&#8230; é de se perguntar, então: onde e como começou o casamento? Por mais que alguns queiram acreditar, a caricatura do homem da caverna arrastando sua noiva pelos cabelos para a sua caverna não foi&#8230;com toda a certeza, o modo pelo qual o casamento começou.</p>
<p>Outros entusiastas teóricos românticos podem especular que o homem começou em bandos de laços frouxos partilhando sexo, companheiras e filhos, juntamente com sua comida. Mas, embora tal opinião de vida comunal promíscua seja intrigante, os antropólogos não encontram provas para sustentar essas idéias propostas por antigos antropólogos e filósofos.</p>
<p>Mesmo os nossos parentes mais próximos entre os primatas não vivem em bandos promíscuos &#8211; podem ser mais ecléticos em sua vida sexual do que gostamos de pensar que somos, mas eles também seguem certas normas  de relacionamento.</p>
<p>Simplesmente não sabemos quais foram às primeiras normas do homem no casamento embora se especule que o “vínculo do par” foi à unidade fundamental do homem em suas fases iniciais de desenvolvimento humano. </p>
<p>Mas isso é apenas uma teoria, e, como as pesquisas da história humana e antropológica nos mostram, o modo de vinculação do homem no casamento tem sido espantosamente diverso, variando desde a monogamia até a poligamia. Entretanto, naquelas sociedades em que se preferem outras formas de casamento, a monogamia também existe, é uma norma universal em todas as sociedades do mundo.</p>
<p>Esse tipo de união da mulher e do homem pode não ser sexualmente exclusivo ou durar a vida inteira, mas sua presença em toda parte confirma o fato de que o relacionamento de uma pessoa com outra é uma norma humana básica.</p>
<p>O relacionamento de uma pessoa com outra satisfaz as necessidades profundamente humanas do indivíduo, as necessidades desenvolvimentistas e psicológicas da intimidade, confiança, afeição, associação e validação da experiência. Não precisa ser permanente, exclusivo ou dependente, mas o relacionamento de duas pessoas &#8211; de uma com a outra &#8211; permite uma aproximação e intimidade psicológica que nenhuma outra espécie de relacionamento oferece.</p>
<p>Na teoria, o casamento não deve ser necessário para haver um relacionamento de uma pessoa com outra. Na verdade, nem é preciso haver casamento para se legitimar um filho. Num mundo de verdadeira compreensão humana, o filho deve ser legítimo porque nasceu. Todos os requisitos para cuidá-lo &#8211; cuidado maternal, garantia de interdependência e cooperação com os outros, podem ser atendidos sem o casamento legal.</p>
<p>O amor e o companheirismo existentes entre um casal não necessitam de documento nenhum para fazê-los atuar ou assegurar sua existência. Ou precisam?</p>
<p>O compromisso com outra pessoa não pode ser legislado ou registrado. O “verdadeiro compromisso vem de dentro, não de fora de um relacionamento”. A assinatura de um contrato não pode garantir a ninguém o compromisso de outra pessoa no sentido emocional; porque a ausência de tal contrato deve significar falta de compromisso? Não deve, é claro. Mas, infelizmente, às vezes significa, e bastantes vezes para permitir que aqueles que acreditam no compromisso da companheira (ou companheiro) pensem duas vezes. Não precisaríamos do contrato de casamento, na realidade, se todos nós tivéssemos alcançado uma etapa de desenvolvimento humano que assegurasse responsabilidade e confiança mútuas entre todas as pessoas. </p>
<p>*Doutor em Sociologia da Família &#8211; www.rebraf.com.br</p>
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		<title>DataSenado: Para brasileiras, violência doméstica tem aumentado</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 13:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Laércio Franzon*</p>
<p>Uma pesquisa nacional do DataSenado, concluída no final de fevereiro, revela que 66% das mulheres acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas, ao mesmo tempo, 60% delas acredita que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha.</p>
<p>O levantamento sobre violência doméstica contra a mulher já tem tradição no programa de trabalho do DataSenado, que fez a primeira pesquisa sobre o tema em 2005. A cada dois anos o estudo se repete, com a atualização de parte das perguntas e ampliação do universo pesquisado. A pesquisa de 2009, por exemplo, foi feita apenas nas capitais.</p>
<p>Em sua quarta versão, os resultados de 2011 indicam que o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha cresceu nos dois últimos anos: 98% disseram já ter ouvido falar na lei, contra 83% em 2009. Foram feitas 1.352 entrevistas, apenas com mulheres, em 119 municípios, incluídas todas as capitais e o Distrito Federal.</p>
<p><strong>Medo e rigor da lei impedem denúncias</strong><strong></strong></p>
<p>O DataSenado apurou também que, para as mulheres entrevistadas, conhecer a lei não faz com que as vítimas de agressão denunciem o fato às autoridades. O medo continua sendo a razão principal para evitar a exposição dos agressores, com 68% das respostas. Para 64% das mulheres ouvidas pelo DataSenado, o fato de a vítima não poder mais retirar a queixa na delegacia faz com que a maioria das mulheres deixe de denunciar o agressor.</p>
<p>Do total de entrevistadas, 57% declararam conhecer mulheres que já sofreram algum tipo de violência doméstica. A que mais se destaca é a violência física, citada por 78% das pessoas ouvidas pela pesquisa. Em segundo lugar aparece a violência moral, com 28%, praticamente empatada com a violência psicológica, 27%.</p>
<p><strong>Álcool e ciúmes são as causas principais</strong><strong></strong></p>
<p>Entre as mulheres que afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência e que citaram, espontaneamente, o motivo da agressão, embriaguês e ciúmes foram os mais lembrados. Os principais responsáveis pelas agressões, 66% dos casos, foram os maridos ou companheiros. Quase a totalidade das entrevistadas, 96%, entende que a Lei Maria da Penha deve valer também para ex-namorado, ex-marido ou ex-companheiro.</p>
<p>A maioria das mulheres agredidas, 67%, informou não conviver mais com o agressor, mas uma parte significativa, 32%, ainda convive e, destas, segundo a pesquisa, 18% continuam a sofrer agressões. Dentre as que disseram ainda viver com o agressor e ainda serem vítimas de violência doméstica, 40% afirmaram ser agredidas raramente, mas 20% revelaram sofrer ataques diários.</p>
<p>O levantamento, finalmente, buscou saber o que pensam as mulheres sobre a nova interpretação da Lei Maria da Penha, estabelecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em dezembro último. A corte entendeu que a lei é compatível com a dos Juizados Especiais, permitindo a suspensão da pena nos casos em que a condenação for inferior a um ano. Quando isto ocorrer, o juiz pode trocar a pena de prisão por uma pena alternativa ou, ainda, suspender o processo. A pesquisa apurou que a maioria das entrevistadas ficou insatisfeita. Para 79% a decisão enfraquece a lei.</p>
<p>* Agência Senado</p>
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