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	<title>feminal &#124; próprio da mulher</title>
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		<title>A revolução transformadora das mulheres</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 14:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Geofeminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esdra Suzana Souza Ferreira Existe somente uma idade para a gente ser feliz. Criamos e recriamos nossa própria imagem e semelhança, assim desafios são um convite para nos tornarmos capazes e lutarmos por nossos ideais sem medo e culpa. Esta idade se chama presente, agora. Felicidade é uma busca essencial pela vida. A felicidade é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Esdra Suzana Souza Ferreira</em></p>
<p>Existe somente uma idade para a gente ser feliz. Criamos e recriamos nossa própria imagem e semelhança, assim desafios são um convite para nos tornarmos capazes e lutarmos por nossos ideais sem medo e culpa. Esta idade se chama presente, agora.</p>
<p>Felicidade é uma busca essencial pela vida. A felicidade é a superação de nossos medos – medo da morte, o medo da rejeição, medo das questões do cotidiano (fobias) – e é neste momento que entra o cristianismo. O sofrimento deixa de ser combatido e passa a ser valorizado; vem o iluminismo, a iluminação das ideias; e a ciência e explica as três buscas constantes do ser humano que é o domínio da natureza ( exemplo: O que planta, colhe.); o conhecimento que é o saber constante e o desenvolvimento da tecnologia para proporcionar conforto.</p>
<p>No século IXX surge o romantismo, a literatura e a pintura. Já no seculo XX surge os bens de consumo, marketing (a felicidade está ligada ao consumo). Em 1900 jogava-se bolita e em três décadas evoluímos mais do que mil anos, surge a datilografia. O eletrodoméstico conhecido como 3 em 1 (rádio, toca-disco e cassete).</p>
<p>Em 1995, surge o celular e hoje as crianças já nascem digitando. Até ontem tínhamos o processo mais individualista do mundo e tínhamos casas enormes e famílias pequenas; muita comida e pouca vitamina; perderam-se as referencia: o rico e o pobre, o católico e o evangélico, patrão e empregado. A criança ia a escola para aprender, hoje vão para ensinar. Do extremo do passado para o extremo do presente. Naquela época ficar era estar parado no mesmo lugar, imagina se as vovós imaginariam que suas netas estariam governando, dirigindo, sendo delegadas, pilotando aviões, jogando futebol e gerenciando grandes companhias. Na década de 50, o conhecer e o saber, o kichute e a conga eram marcas de prosperidade.</p>
<p>Depois vem a forma do fazer, a internet, a globalização da economia, revolução silenciosa e a mídia. Começa a valorização do ser como pessoa, agrega valor na qualidade que não tinha o querer saber, não tinha a capacidade de percepção das diferenças. A proporção não da troca de gênero ser feminina. Não basta buscar espaço e poder para conquistar e motivar uma mudança de paradigmas.</p>
<p>Conhecimento de serviços, nesta época, não é suficiente, vale o espirito e não a matéria, a competência intangível. O entendimento de que o valor maior está onde não tocamos, por exemplo, homem muito grosso (estupido,machista) ou muito sofisticado (homossexual) gera a aproximação de gêneros.</p>
<p>Hoje existe 80% a menos de espermatozoides por conta da industrialização. Não nos sensibilizamos mais com o sorriso de uma criança nem com a beleza das flores. Não se vive, está-se vivo; jogo do faz de conta, agradamos as aparências , sim na qualidade e não quantidade, é o mundo que nós criamos que valoriza as crianças. Involuímos nos pactos e o tempo não volta para corrigirmos aquilo de errado que fizemos e ainda para dar atenção e valorizar o belo, por que a beleza é harmonia, chave para a sensualidade.</p>
<p>67% dos homens vota em mulher e o poder no mundo está nas mãos dos homens. Na Finlândia, especialmente, o poder esta nas mãos de mulheres,e isto é muito importante. A impactação no poder pode nos inspirar e existem varias diferenças entre o homem que quer defender, prover e pescar. O foco do homem é atacar e morrer e da mulher cuidar dos filhos, da casa, enfim, e a mulher tem 5 diferentes estímulos simultâneos: intuição, percepção gosto, visão e o amor afetivo.</p>
<p>A mulher fala, aproximadamente, de 6 a 8 mil palavras a mais que o homem. O homem só tem dois estímulos – seios e nádegas – e a mulher hoje corre mais atras de seus objetivos. Reflete mais, ousa mais, participa mais das decisões atuais, vencendo obstáculos, conseguindo assim viver com tranquilidade nos dias modernos, tentando fazer algo que fique para a posteridade não só deixando pisadas na areia, mas usando a politica como caminhos para evolução.</p>
<p>A mulher é um ser que concebe e apoia na justa medida outro ser humano. Ela dá e se doa pela vida, educa, ensina, orienta, reconhece virtudes e conquistas. Faz autocritica para desenvolver-se, organiza, estrutura, arquiteta e edifica perspectivas futuras, ao mesmo tempo, se prepara para si mesma. A mulher é genuína e originariamente empreendedora.</p>
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		<title>Ocupe a Política</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 14:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura e Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Plinio Zalewski Vargas* “Devolvam-nos o espaço público, nós queremos reinventá-lo”. Este talvez seja o significado mais próximo da explosão de energias transformadoras que balançam as instituições da velha ordem e levam milhares de pessoas às ruas de todos os continentes. Da Primavera Árabe aos Indignados da Europa, passando pelo Ocupe Wall Street, fica evidente que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: x-small;">Plinio Zalewski Vargas*</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Devolvam-nos o espaço público, nós queremos reinventá-lo”. Este talvez seja o significado mais próximo da explosão de energias transformadoras que balançam as instituições da velha ordem e levam milhares de pessoas às ruas de todos os continentes. Da Primavera Árabe aos Indignados da Europa, passando pelo Ocupe Wall Street, fica evidente que as mais variadas formas de governo perdem rapidamente a legitimidade, ao mesmo tempo em que ainda não é possível enxergar, sequer prever, que nova arquitetura política será instituída. E este é, por óbvio, o grande desafio.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">É uma tarefa espinhosa esboçar um mapa coerente das causas que nos projetaram neste tempo tão interessante: abismo cavado diligentemente entre as sociedades e as instituições nacionais e internacionais que tomam as grandes decisões locais e globais; obsolescência das formas de representação; recuo massivo dos indivíduos para o espaço privado nos países que atingiram alto grau de desenvolvimento e a consequente ocupação dos governos e parlamentos por políticos medíocres e corruptos; emergência das novas tecnologias da informação, sobretudo das redes sociais na internet, acessadas por um público hipercrítico, criativo, inovador e avesso à tradição. Onde começa, onde termina e onde cada peça se encaixa é difícil dizer. Vivemos tempos interessantes e de profundo assombro diário.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Devolvam-nos o espaço público,nós queremos reinventá-lo”. Não adianta desviar os olhos, meu caro leitor, porque de Porto Alegre, especialmente por seu papel protagonista na reinvenção da democracia, é exigida uma coragem e uma ousadia muito maiores do que de outras cidades.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Porque já não são suficientes o controle social e o exercício permanente de cidadania exercido pela rede de participação democrática. As inovações introduzidas a cada minuto pelas redes sociais e que extravasam da web para os territórios da cidade, através de ações criativas, operam rápidas mudanças na cultura e na forma de agir dos portoalegrenses. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Assim, às assembleias de moradores se somam plataformas colaborativas; junto às reivindicações sociais é exigida uma nova cultura cidadã, que possibilite a travessia do militante a autor social, que pense com a própria cabeça, atue com as próprias pernas e sinta com seu coração, cultivando a confiança e a coesão social à sua volta, condição para tomar qualquer iniciativa que contribua para o desenvolvimento harmonioso da cidade. Em suma, fazer política.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Mas não é só isso. Se há uma expectativa de que Porto Alegre reinvente o espaço público e contribua para a instituição de uma nova arquitetura política, deveríamos, além de ocupar praças, ruas, ocupar, sobretudo, a política – ou seria nos ocupar mais da política? Começar por elaborar um rol de perguntas certeiras, cujas respostas possam orientar nossas ações e ir desenhando uma nova e mais adequada institucionalidade. Um genuíno espaço de co-working, no qual autores do OP, dos Fóruns de Planejamento, dos Conselhos de Políticas Públicas, poa.cc, Estúdio Nômade, poacomovamos, Comitês de Bairro, Empresários, Uampa, Sindicatos,Shot the Shit, internautas, Universidades, portoalegrenses em geral , pensassem e reinventassem juntos o espaço público e suas formas de representação. </span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Devolvam-nos o espaço público, nós queremos reinventá-lo”. 2012 é ano eleitoral. Que tal começarmos a elencar as perguntas? Como os candidatos vão financiar suas campanhas? É possível enfrentar o mercado eleitoral com campanhas inovadoras, que abram mão do financiamento empresarial e, sustentadas em idéias e na credibilidade do candidato, obter contribuições de pessoas físicas? Como tornar os parlamentos mais transparentes, com parlamentares dispostos a serem acompanhados por qualquer morador, pessoalmente e através da web? Como fazer para que toda decisão, seja do executivo ou do legislativo, seja precedida não só por uma consulta aberta à população, mas que permita também que idéias e projetos da sociedade possam ser acolhidos e aproveitados? Que nova forma de representação nos parlamentos podemos permitir, além dos partidos? </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Ocupe a política. Quantas perguntas mais os leitores são capazes de fazer para ajudar a reinventar e recuperar o espaço público? Vamos lá, se ocupe da política!</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;">* Diretor de Governança da Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local.</span></p>
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		<title>Maria da Penha: uma lei constitucional e incondicional</title>
		<link>http://www.feminal.com.br/2012/02/maria-da-penha-uma-lei-constitucional-e-incondicional/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 03:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[Maria Berenice Dias* O STF ao reconhecer a constitucionalidade da Lei Maria disse o óbvio. Os ministros ratificaram exatamente o que ela diz: que a ação penal independe de representação da vítima e não cabe ser julgada pelos Juizados Especiais. Somente quem tem enorme resistência de enxergar a realidade da vida pode alegar que afronta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maria Berenice Dias*</p>
<p>O STF ao reconhecer a constitucionalidade da Lei Maria disse o óbvio. Os ministros ratificaram exatamente o que ela diz: que a ação penal independe de representação da vítima e não cabe ser julgada pelos Juizados Especiais.</p>
<p><a href="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/images.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1140" title="images" src="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/images.jpg" alt="" width="214" height="235" /></a></p>
<p>Somente quem tem enorme resistência de enxergar a realidade da vida pode alegar que afronta o princípio da igualdade tratar desigualmente os desiguais. Cada vez mais se reconhece a indispensabilidade da criação de leis que atendam a segmentos alvos da vulnerabilidade social. A construção de microssistemas é a moderna forma de assegurar direitos a quem merece proteção diferenciada. Não é outra a razão de existir, por exemplo, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e da Igualdade Racial. E nunca ninguém disse que estas leis seriam inconstitucionais.</p>
<p>Além de afirmar sua constitucionalidade, o STF a interpretou a Lei Maria da Penha conforme a Constituição, que diz em seu artigo 226, parágrafo 8º: &#8220;O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações&#8221;.</p>
<p>Atentando a esta diretriz constitucional foi reafirmada a dispensa da representação da vítima quando o crime desencadeia ação penal pública incondicionada. Reconhecer a legitimidade do Ministério Público para promover a ação, ainda que a vítima desista da representação, elimina a nociva prática que vinha se instalado: intimar a vítima para ratificar a representação, procedimento de nítido caráter coercitivo e intimidatório.</p>
<p>A necessidade de representação foi reconhecida como um obstáculo à efetivação do princípio de respeito à dignidade da pessoa humana, pois a proteção da vítima seria incompleta e deficiente, uma violência simbólica a cláusula pétrea da República Federativa do Brasil. </p>
<p>Outro dispositivo da Lei Maria da Penha que foi ratificado pela Suprema Corte é o que afasta a aplicação da Lei dos Juizados Especiais (Lei 9.099/95) de todo e qualquer crime cometidos com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista. </p>
<p>O único voto discordante traduz a preocupação de alguns, de que a impossibilidade de estancar a ação penal inibiria a vítima de denunciar a violência, pois muitas vezes o registro era feito com intenção correcional. No entanto, não serve a lei a tal desiderato. Diante de um ato que configura violência física, sexual, moral, psicológica ou patrimonial cabe a busca de medida protetiva. No entanto, quando algumas dessas práticas tipificam delito que enseje o desencadeamento de ação penal pública incondicionada, não há como deixar ao exclusivo encargo da vítima a responsabilidade pela instalação da ação penal. É um ônus que não cabe ser imposto, a quem conseguiu romper a barreira do silêncio, venceu o medo e buscou a proteção estatal. Como os delitos domésticos não podem ser considerados de pequeno potencial ofensivo, impositivo que a tutela assegurada pela Lei se torne efetiva, cabendo ao agente ministerial assumir a ação penal.</p>
<p>Como a decisão foi proferida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade, tem caráter vinculante e eficácia contra todos, ninguém &#8211; nem a Justiça e nem qualquer órgão da administração pública federal, estadual ou municipal podem deixar de respeitá-la, sob pena de sujeitar-se a procedimento de reclamação, perante o STF que poderá anular o ato administrativo ou cassar a decisão judicial que afronte o decidido.</p>
<p>Mais uma vez a Corte Maior da Justiça deste país comprovou sua magnitude e enorme sensibilidade, ao impor verdadeira correção de rumos à Lei que logrou revelar uma realidade que todos insistiam em não ver: que a violência contra mulheres é o crime mais recorrente e o Estado não pode ser cúmplice da impunidade.</p>
<p><em>Ação Direta de Constitucionalidade &#8211; ADI 19-3/610, proposta pelo Presidente da República, por meio do Advogado Geral da União, quanto aos artigos 1º, 33 e 41 e Ação Direta Constitucionalidade de Inconstitucionalidade &#8211; ADI 4424, intentada pela Procuradoria-Geral da República quanto aos artigos 12, inciso I; 16; e 41, todos da Lei 11.340/2006.</em><strong><em> </em></strong></p>
<p>Advogada<br />
Vice-Presidenta Nacional do IBDFAM<br />
<a href="http://www.mail2pro.com.br/ex/integracao_link.php?lid=MTgyNzY=&amp;eid=MzgwMjc=&amp;cid=NTI3MTIx&amp;addr=http://www.direitohomoafetivo.com.br">www.direitohomoafetivo.com.br</a><br />
<a href="http://www.mail2pro.com.br/ex/integracao_link.php?lid=MTgyNzY=&amp;eid=MzgwMjc=&amp;cid=NTI3MTIx&amp;addr=http://www.mariaberenice.com.br">www.mariaberenice.com.br</a><br />
<a href="http://www.mail2pro.com.br/ex/integracao_link.php?lid=MTgyNzY=&amp;eid=MzgwMjc=&amp;cid=NTI3MTIx&amp;addr=http://www.mbdias.com.br">www.mbdias.com.br</a></p>
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		<title>Mulheres propõem empreendedorismo social ao Conselho dos Povos</title>
		<link>http://www.feminal.com.br/2012/02/mulheres-propoem-empreendedorismo-social-ao-conselho-dos-povos/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 03:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento]]></category>
		<category><![CDATA[equidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Eloá Muniz apresentou a oficina sobre empreendorismo social Texto de: Paulo Tomás Velho Cardone Edição de: Paulo Tomás Velho Cardone Foto: Luciano Lanes / PMPA   A promoção do empreendedorismo social para mulheres jovens foi um dos cinco itens da proposta elaborada hoje, 26, no Fórum Social Temático, durante a oficina sobre Empreendedorismo Social e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eloá Muniz apresentou a oficina sobre empreendorismo social</em></p>
<p>Texto de: Paulo Tomás Velho Cardone<br />
Edição de: Paulo Tomás Velho Cardone</p>
<p>Foto: Luciano Lanes / PMPA</p>
<p><span style="line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></span></p>
<p><a href="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eloa-forum.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1130" title="Foto: Luciano Lanes / PMPA" src="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eloa-forum.jpg" alt="" width="224" height="150" /></a></p>
<p>A promoção do empreendedorismo social para mulheres jovens foi um dos cinco itens da proposta elaborada hoje, 26, no Fórum Social Temático, durante a oficina sobre Empreendedorismo Social e Liderança no Mundo do Trabalho, realizada no armazém seis do Cais do Porto Mauá pelo GT Mulher, da Coordenação Municipal da Mulher, órgão da prefeitura. A proposta será levada ao Conselho dos Povos na Conferência Rio + 20 em junho.</p>
<p>Outros pontos propostos foram investir em desenvolvimento nos bairros, comunidades e microrregiões, com a formação de lideranças capazes de apresentar os anseios das comunidades perante os governantes; todo o projeto de desenvolvimento deve ter como prioridade o desenvolvimento humano, tendo a mulher como agente de transformação e não só como elemento a ser transformado; a formação de redes de sustentabilidade, com representantes comunitários, para após a implantação dos projetos político-governamentais e o treinamento de agentes comunitários para negociações, visando ao crédito e acesso a recursos financeiros, com a desburocratização desses processos.</p>
<p><strong>Impacto social </strong>- O tema foi apresentado pela integrante do GT Mulher, Eloá Muniz, que definiu o empreendedorismo social e mostrou habilidades e competências para exercê-lo. Essa forma de empreender não visa ao lucro monetário, mas ao lucro agregado que gera oportunidades de emprego e mercado para quem não tinha emprego. Ela disse que “a missão social é explícita e transparente e não está na riqueza”, que é apenas um meio para determinado fim. Acrescentou que as empreendedoras sociais “têm o papel de agentes de mudanças no setor social e devem agir arrojadamente sem estarem limitadas pelos recursos disponíveis”.</p>
<p>Dentro desse espírito, o empreendedorismo social é coletivo e sua melhor representação é o cooperativismo, produz bens e serviços buscando a solução de problemas sociais, resgata as pessoas de situações de risco social e as promove. Sua medida de desempenho é o impacto social.</p>
<p><strong>Líder e apaixonada</strong> &#8211; O perfil da empreendedora social é o de uma mulher que sabe aproveitar oportunidades, sabe gerenciar, é pragmática e responsável e trabalha de modo empresarial para resolver problemas sociais. Precisa ter visão, agilidade, iniciativa, criatividade, equilíbrio, flexibilidade, foco, ser participativa, trabalhar em equipe, ter habilidades, saber negociar, inovadora, pensar e agir estrategicamente, estar atenta aos detalhes e ser objetiva. “Ela vai precisar de cada uma ou várias dessas qualidades em momentos diferentes”, disse Eloá.</p>
<p>Entre suas competências estão a persistência, consciência, saber usar forças latentes e regenerar forças pouco usadas, correr riscos calculados, integrar vários atores aos mesmos objetivos, improvisar e ser líder. Apaixonada pelo que faz, sua postura inclui ser profissional, ética, comprometida e leal, engajada e determinada e inconformada com as injustiças e desigualdades.</p>
<p>“A mulher tem todas essas habilidades, mas talvez estejam inconscientes nela. Se a mulher faz milagre com um salário mínimo como ela não sabe administrar seu próprio negócio? São líderes naturais na família, sabem acolher e aconselhar. Há um fator psicológico que ela precisa ser empurrada. E se é para começar, tem que começar agora”, conclui Eloá Muniz.</p>
<p><strong>Fonte</strong>: Site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre</p>
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		<title>Violência no Egito</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 03:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Lícia Peres * A agressão à jovem egípcia que foi brutalmente espancada por soldados e deixada seminua no chão simboliza a imagem de um país onde as mulheres têm sido excluídas do processo de transição e relegadas a uma condição inferior. Creio que a discriminação, qualquer que seja, é porta aberta para a injustiça. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lícia Peres *</p>
<p>A agressão à jovem egípcia que foi brutalmente espancada por soldados e deixada seminua no chão simboliza a imagem de um país onde as mulheres têm sido excluídas do processo de transição e relegadas a uma condição inferior. Creio que a discriminação, qualquer que seja, é porta aberta para a injustiça. Os protestos contra a discriminação de gênero vêm mobilizando a população feminina, integrantes da marcha na praça Tahrir , centro da Primavera Árabe.</p>
<p>A presença das mulheres e seu ativismo despertaram a fúria dos governantes expressa na brutal repressão. </p>
<p><a href="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/LICIA-PERES24.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1125" title="LICIA-PERES24" src="http://www.feminal.com.br/wp-content/uploads/2012/02/LICIA-PERES24-170x300.jpg" alt="" width="170" height="300" /></a></p>
<p>O processo eleitoral está em curso. A imagem que ocupa os vídeos de todo o mundo, além de afrontar o mundo civilizado, “desonra o próprio governo” , como bem afirmou Hilary Clinton, secretária de Estado norte-americana. Ao tentar desqualificar os protestos, o Conselho Supremo das Forças Armadas que comanda o Egito rejeitou as críticas, classificando-as como “ingerência estrangeira”.</p>
<p>Esse fato que atinge a todos nós &#8211; mulheres e homens &#8211; representa uma violação aos direitos humanos e requer a união de todos os organismos internacionais no sentido de responsabilizar os agressores.</p>
<p>Lembro que o Tribunal Penal Internacional, cuja criação foi ratificada por dezenas de países, nasceu com a finalidade de julgar crimes de genocídio, de guerra e aqueles contra a humanidade, buscando garantir justiça nos casos em que esta não possa ser obtida nos países onde as violações ocorreram .</p>
<p>A brutalidade do espancamento e humilhação sofridos pela jovem egípcia e testemunhada, graças à internet, por milhões de pessoas , representa, a meu ver crime contra a humanidade. Há procedimentos atrozes que são a negação da própria condição humana, aqueles que aviltam e humilham o outro, retirando-lhes a dignidade a que todos os seres humanos têm direito.</p>
<p>Milhares de mulheres saíram às ruas em protesto contra a covardia. Nós também temos o dever de nos manifestar exigindo a punição dos culpados. A solidariedade internacional tem peso. A história vem confirmando isso. </p>
<p>Precisamos evoluir, ainda mais, na afirmação da ideia de cidadania internacional e de uma cultura de paz.</p>
<p>É uma frase batida, mas verdadeira: “O Silêncio é cúmplice da violência. </p>
<p>* socióloga</p>
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		<title>Por acaso</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[Rosiska Darcy de Oliveira Uma jovem morreu esfaqueada por um louco no Central Park, em Nova York. Levava na bolsa um diário e naquele dia escrevera: ”nunca me acontece nada”. Não deduzo daí que não devemos nos queixar de monotonia. A moral da história é outra, o acaso é quem dita nossas vidas. O louco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rosiska Darcy de Oliveira</p>
<p>Uma jovem morreu esfaqueada por um louco no Central Park, em Nova York. Levava na bolsa um diário e naquele dia escrevera: ”nunca me acontece nada”.</p>
<p>Não deduzo daí que não devemos nos queixar de monotonia. A moral da história é outra, o acaso é quem dita nossas vidas. O louco poderia ter ido passear na beira do Hudson ou ela sentar-se na Washington Square e rabiscar tranquilamente suas queixas. Mas, por acaso, se encontraram.</p>
<p>Há anos quase fui esfaqueada no Central Park. Era jovem, corri mais do que o assassino, um bêbado que tropeçou nas próprias pernas. Achei que tudo me acontecia e que, apesar disso era uma mulher de sorte.</p>
<p>Não falo de destino porque a palavra tem a nobreza das tragédias gregas, do que estava escrito e tinha que se cumprir. O acaso é muito mais banal e próximo do absurdo. É, como poderia não ter sido. Se o acaso é infeliz, é chamado de fatalidade. Se é feliz, de sorte. E, às vezes, decide mais as nossas vidas do que os imensos esforços que fazemos. Quase nunca a vida é justa.</p>
<p>Woody Allen, que fez trinta e seis anos de análise , não encontrou respostas para suas angústias  e ,  mestre na abordagem do imponderável , em <em>Stardust Memories,</em> faz seu personagem dizer: “Eu era um menino que gostava de contar piadas. A sociedade americana valoriza os cômicos. Se eu tivesse nascido entre os apaches, estaria desempregado. Questão de sorte. Se em vez do Brooklyn eu tivesse nascido em Berlim ou na Polônia, hoje eu seria um abajur,não?”.  </p>
<p>Há muita verdade no que diz ,apesar do  humor negro e da amargura. Quem acredita que controla a própria vida  nunca me explicou como  escolheu onde nascer, pobre ou rico, homem ou mulher, ao Norte ou ao Sul do Equador, vestido com que pele.</p>
<p>Os existencialistas sabiam dessa roleta mas, corajosos , e um tanto pretensiosos , acreditavam que a partir daí fariam , graças a afirmação da liberdade , o  que bem entendessem de suas existências. Uma guerra mundial que atropelou Sartre e Simone de Beauvoir ainda no fulgor dos seus vinte anos, uma carnificina que matou e exilou seus amigos, e sobre a qual não tinham qualquer poder, relativizou essa onipotência.</p>
<p>O volume de memórias em que Simone relata sua tenra juventude chama-se <em>A força da idade</em>. O que relata a guerra e o pós-guerra, <em>A força das coisas</em>. Simone morreu idosa afirmando que escolhera a sua vida e acrescentando um bemol: “o acaso tem sempre a última palavra” .</p>
<p> Um olhar retrospectivo, atento à intervenção do incontrolável, vai encontrar os momentos em que ele, direta ou indiretamente dirigiu nossas supostas escolhas, redundando em um grande amor falhado ou um sucesso profissional retumbante. Ou, ao contrário, em uma vida medíocre. Feridos em nossa auto &#8211; estima, nessa retrospectiva tentamos dar uma racionalidade aos acontecimentos como se eles tivessem obedecido fielmente aos nossos desígnios.</p>
<p>No <em>Pequeno Príncipe</em>, Saint Exupéry, que viria a morrer em um acidente do avião por ele mesmo pilotado, criou o personagem de um Rei cujo único súdito era um camundongo. Para garantir sua autoridade, só dava a ele ordens parecidas com o que um camundongo de todo modo faria.</p>
<p>Em todos nós há um pouco desse Rei, um desejo de explicar a vida a posteriori, dando a impressão de que ela nos obedece. Quando a razão tropeça no inexplicável dos acidentes , para continuarmos no papel principal resta, como afirmação da vontade, o reservatório do inconsciente. Inconscientemente quisemos isso ou aquilo. Sempre nós, no comando.</p>
<p>Os consultórios dos psicanalistas estão cheios de gente querendo  encontrar explicações para o que lhes acontece como se houvesse um porquê de tudo . Mais desafiador e sadio seria aceitar e conviver com a incômoda e real presença do incontrolável.</p>
<p>A ficção é , talvez , o único refúgio onde o autor onipotente faz e desfaz, desenha e entrelaça como bem entende todas as vidas que cria ,é ele mesmo o acaso.  A criação é uma forma de rebelião, de insolência , a revanche contra o acaso, de quem tem a medida do seu desamparo ,um momento de  divindade.</p>
<p>Na vida real é ele quem tem a última palavra.</p>
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		<title>Justiça do Rio recebeu mais de 47 mil ações sobre violência contra a mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos estados com o maior número de atendimentos a mulheres vítimas de violência, o Rio de Janeiro recebeu em 2011, mais de 47 mil ações contra homens agressores em seus sete juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Dados do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) informam que desde a implantação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos estados com o maior número de atendimentos a mulheres vítimas de violência, o Rio de Janeiro recebeu em 2011, mais de 47 mil ações contra homens agressores em seus sete juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Dados do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) informam que desde a implantação do primeiro juizado específico para essa matéria, em 2007, até novembro deste ano foram abertas 153.746 mil ações. Do total, 63.213 culminaram com os acusados sentenciados. A diferença entre o número de ações e de sentenças ocorre, porque muitas mulheres reconciliam-se com o agressores e acabaram desistindo de levar adiante o processo.</p>
<p>De acordo com a desembargadora Cristina Gaulia, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Violência Doméstica, o maior acesso à Justiça e à informação está diretamente ligado ao aumento significativo das ações desde a criação dos juizados. Em 2008, um ano depois da instalação dos primeiros dois juizados (Centro e Campo Grande, na zona oeste), foram iniciados 23.794 processos, quase 17 mil a mais que em 2007. Em 2009, o número passou de 32,6 mil, sendo que em Campo Grande o número de ações praticamente dobrou entre 2008 e 2009, ao chegar a 6.249 para 11.116 processos.</p>
<p>“Os juizados independentes, com um juiz titular sensibilizado para essa questão, previnem a vitimização da mulher na medida em que ela tem mais acesso à Justiça e à informação sobre seus direitos,” disse. “ E ao mesmo tempo trata o homem agressor, com psicólogos e assistentes sociais, prevenindo outras violências desse agressor contra mulheres”, completou.</p>
<p>Com uma equipe multidisciplinar (juiz, promotor e defensor especializados), as unidades estão instaladas em três bairros da capital (centro, Campo Grande e Jacarepaguá), em Niterói, região metropolitana, e em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, na Baixada Fluminense. Para este ano, o tribunal deve instalar mais três juizados: em Volta Redonda, Campos de Goytacases e Cabo Frio.</p>
<p>“Vimos a necessidade de implantar uma Justiça especial nessas três cidades, devido aos níveis de violência doméstica existentes, os registros de ocorrências policiais e à estatística do que chega ao juizado criminal dessas três comarcas”.</p>
<p>No início do ano que vem, a comissão coordenada pela magistrada vai encaminhar à alta administração do Poder Judiciário do Rio um projeto de lei para que haja juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em todas as comarcas do estado. “Se retificada pela administração será encaminhada à Assembleia Legislativa”, declarou.</p>
<p>Os juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher foram criados a partir da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), exclusivamente para conhecer, processar e julgar casos relativos a denúncias de violência contra mulher, com uma equipe multidisciplinar (psicólogos e assistentes sociais), além de oferecer tratamento do homem agressor.</p>
<p>Para a defensora pública da 1ª Vara de Família de Jacarepaguá, Cristiane Xavier, as mulheres estão mais esclarecidas sobre seus direitos, mas a expansão dos centros de Referência da Mulher e dos juizados de Violência Doméstica é fundamental devido à complexidade do crime.</p>
<p>“Se você sofrer um assalto ou outro tipo de crime, não vai mais ver o seu agressor, mas dentro da própria casa a violência se mantem. Então esse crime não pode ser tratado com um crime comum. A vítima precisa de um atendimento jurídico, emocional e psicológico e, em alguns casos, um abrigo e suporte para cuidar dos filhos”, disse a defensora, que lembrou que o agressor muitas vezes tem problemas de dependência química que culmina na violência doméstica. “Não é só o caso de prender todos os agressores. Por isso os juizados são essenciais para que a Lei Maria da Penha dê certo”, completou. </p>
<p>Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. O machismo (46%) e o alcoolismo (31%) são apontados como os principais fatores que contribuem para a violência. O marido ou namorado é o responsável por mais 80% dos casos reportados. O medo é a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores.</p>
<p><strong>Fonte</strong>: Agência Brasil</p>
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		<title>Pesquisa: 59% conhecem uma mulher que já sofreu violência doméstica</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica Desse total, 63% tomaram alguma atitude, o que demonstra a mobilização de grande parte da sociedade para enfrentar o problema. Esses são alguns dos achados da pesquisa Instituto Avon/Ipsos – Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, divulgada hoje (28/06). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica</strong><strong><br />
</strong>Desse total, 63% tomaram alguma atitude, o que demonstra a mobilização de grande parte da sociedade para enfrentar o problema.</p>
<p>Esses são alguns dos achados da <a href="http://www.institutoavon.org.br/wp-content/themes/institutoavon/pdf/iavon_0109_pesq_portuga_vd2010_03_vl_bx.pdf" target="_blank">pesquisa Instituto Avon/Ipsos – Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil</a>, divulgada hoje (28/06). Entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011, foram entrevistados 1.800 homens e mulheres acima de 16 anos que vivem nas cinco regiões brasileiras. A pesquisa contou com a contribuição do Instituto Patrícia Galvão e da Palas Athena.</p>
<p>Trata-se do segundo estudo sobre o tema realizado pelo Instituto Avon. <a href="http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images/stories/PDF/pesquisas/pesq_ibope_2009.pdf" target="_blank">O primeiro foi feito em 2009, em parceria com o Ibope</a>.<br />
<strong> <br />
</strong>“A pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Avon contribui para a compreensão das atitudes e percepções sobre violência doméstica aqui no Brasil, como também abre oportunidades para educação e recursos que vão não somente assistir as vítimas no curto prazo, como também colaboram para por fim no ciclo da violência contra as mulheres no longo prazo.”  Andrea Jung, presidenta mundial da Avon.</p>
<p><strong>59% conhecem uma mulher que já sofreu violência doméstica</strong></p>
<p>“Ao mostrar que 59% dos entrevistados declaram conhecer alguma mulher que já sofreu agressão, a pesquisa nos indica que estamos conseguindo quebrar &#8211; mesmo que devagar, mas com consistência &#8211; a ideia de ‘naturalidade’ da violência contra a mulher. Há um crescimento da tomada de conhecimento dessa violência no país, não só da sociedade, mas do Estado brasileiro, que esteve distante de políticas públicas para enfrentar esse problema.” <strong>Iriny Lopes</strong>, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República</p>
<p><strong>94% conhecem a Lei Maria da Pena, mas apenas 13% sabem o conteúdo</strong><br />
“O problema da violência doméstica é muito sério e vai se tornar cada vez mais visível. A Lei Maria da Penha ainda é nova; quanto mais a Lei se tornar conhecida, mais casos de mulheres que sofrem violência irão aparecer. A partir da Lei, as pessoas conseguem identificar que uma amiga, uma vizinha sofre violência.</p>
<p>A Lei está mostrando para o país que a violência contra a mulher é muito grande. Mas ela precisa ser mais conhecida e a imprensa tem um papel fundamental em divulgá-la. Não só jornais, rádios, mas também os programas infantis devem, de forma leve, mostrar para as crianças o que é a violência e orientá-las para pedir ajuda. Uma criança que vivencia um pai agredindo uma mãe também é uma vítima.”  Maria da Penha Maia Fernandes, biofarmacêutica que deu nome à <a href="http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images/stories/PDF/violencia/lei_maria_da_penha.pdf" target="_blank">Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)</a>, que coíbe e pune a violência doméstica contra as mulheres <br />
<strong><br />
62% reconhecem a violência psicológica</strong></p>
<p>“A pesquisa demonstra, com números contundentes, que a percepção de homens e mulheres sobre a gravidade da violência contra a mulher avança na sociedade brasileira. Hoje, 62% da população já reconhece a violência psicológica como uma forma de violência doméstica.”  <strong>Jacira Melo</strong>, diretora do Instituto Patrícia Galvão</p>
<p><strong>Método inédito: anonimato permite dados mais próximos da realidade</strong></p>
<p>“Esta é a primeira pesquisa que capta informações de homens e mulheres em condição de anonimato. Em certo momento da entrevista, as pessoas preenchem algumas perguntas sem se identificarem, nos revelando um comportamento o mais próximo possível da realidade. Um dos fatos mais importantes revelados pela pesquisa é que 62% reconhecem aspectos bastante diferenciados do que seja a violência, como agressões verbais, humilhação, ameaças e outras formas de violência psicológica. Até pouco tempo atrás, não tínhamos esse tipo de percepção.</p>
<p>Na música, no cinema, a imagem é sempre do tapa, do soco, da agressão física. A pesquisa aponta que a percepção da violência está sendo redefinida. Importante também que o estupro doméstico, pela primeira vez, é identificado como forma de violência.” <strong>Fátima Jordão</strong>, socióloga, especialista em pesquisas de opinião e conselheira do Instituto Patrícia Galvão  <br />
<strong><br />
27% das mulheres entrevistadas declararam já ter sido vítimas de violência doméstica – enquanto apenas 15% dos homens admitiram ter praticado esse crime <br />
</strong>&#8220;Um dado importante e inovador da pesquisa é a inclusão e o reconhecimento do sexo forçado como uma forma de violência, porque a disponibilidade sexual das mulheres é um dado quase pacífico nas relações afetivas. É a primeira vez que o tema estupro aparece e isso mostra um avanço na percepção das mulheres sobre si mesmas, que passam a não concordar mais com o ato sexual com a obrigação de atender o homem e estar sempre disponível para o marido.&#8221; <strong>Júnia Puglia</strong>, coordenadora de Programa da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul  </p>
<p><strong>Fonte</strong>: Agência Patrícia Galvão</p>
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		<title>Publicidade na internet brasileira ultrapassa impressos até 2015</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[  A publicidade na internet brasileira deverá superar os gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015, seguindo a onda das economias mais desenvolvidas. A previsão é apontada pela Wark International Ad Forecast, serviço que analisa o segmento. &#8220;O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando rapidamente, sendo assim, é natural que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>A publicidade na internet brasileira deverá superar os gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015, seguindo a onda das economias mais desenvolvidas. A previsão é apontada pela Wark International Ad Forecast, serviço que analisa o segmento. &#8220;O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando rapidamente, sendo assim, é natural que os anunciantes migrem para onde se encontram os seus consumidores&#8221;, explica o especialista Leandro Kenski, CEO da Media Factory, agência especializada em marketing digital.</p>
<p>Segundo a pesquisa divulgada nesta semana, os mercados emergentes vão garantir o crescimento da publicidade em 2012. Entre os 13 países pesquisados pela Wark, o Brasil deverá apresentar o quarto maior avanço, 8,5%, atrás de Rússia (16,5%), Índia (14%) e China (11,5%).</p>
<p>Em 2010, a publicidade no Brasil ocupou a mesma posição, com avanço de 7,1%. O período foi marcado por decréscimos em algumas das principais economias. Segundo o estudo, a internet puxa o crescimento dos anúncios globalmente, com variação positiva nos países pesquisados de 12,6%, seguida por TV (5,3%), outdoors (5,1%), cinema (3,8%) e rádio (2,9%).</p>
<p>Já os jornais e revistas deverão apresentar leve queda em 2012, de 2% e 1,2%, respectivamente. No caso do Brasil, o aumento da publicidade on-line deverá ser de 23,8%, informa a pesquisa. Já jornais e revistas devem avançar 3,6% e 6%, respectivamente. &#8220;Na Media Factory, onde nos especializamos em performance on-line, percebemos que muitos de nossos clientes estão migrando para ações que gerem vendas rapidamente e que possam ser efetivamente mensuradas&#8221;, explica Leandro Kenski. &#8220;Todas as pesquisas recentes apontam que a velocidade de crescimento do investimento em mídias digitais nos próximos três anos é muito superior a outras mídias&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Embora os gastos com publicidade on-line nos países pesquisados devam crescer menos em 2012 do que em 2011, quando o aumento foi de 16,6%, o segmento deverá responder por 20% do total investido em anúncios até o fim do ano, informa a Wark.</p>
<p>Entre as chamadas economias desenvolvidas, Alemanha (-0,8%), França (-0,9%) e Itália (-2,3%) apresentarão em 2012 o pior desempenho de sua história na comparação com o ano anterior.</p>
<p>A participação do Brasil no total aplicado nos 13 países examinados tem aumentado: de 3,1%, em 2003, para estimados 4,5%, em 2012. Os Estados Unidos, cuja fatia passou de 50,4% para 41,6% nos últimos dez anos, vem perdendo espaço para países emergentes.</p>
<p>Já a participação da China terá passado de 6,5%, em 2003, para 12,2% em 2012, segundo as séries históricas da Wark.</p>
<p>Fonte: Brasil Econômico &#8211; Gouvêa de Souza / Mercado &amp; Consumo</p>
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		<title>Alquimia</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloá Muniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Berenice Sica Lamas* decantar                                                                                                                                      Não sei se as manias começam com mamãe ou com vovó, figuras dominadoras na minha vida. Onipresentes. O autoritarismo parecia vir através do genoma, escorria braços e pernas. Zinabre ferrugem nos neurônios. A carreirinha de formigas e azafamas pelos rodapés, fruto de um condicionamento mais do que centenário. Semente funde, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Berenice Sica Lamas*</em></p>
<p>decantar                                                                                                                                     </p>
<p>Não sei se as manias começam com mamãe ou com vovó, figuras dominadoras na minha vida. Onipresentes. O autoritarismo parecia vir através do genoma, escorria braços e pernas. Zinabre ferrugem nos neurônios. A carreirinha de formigas e azafamas pelos rodapés, fruto de um condicionamento mais do que centenário. Semente funde, divide e multiplica forrada de lã e cetim. Teto cheio de nichos e em cada um, um lustre de cristais e outras bobagens. Me diziam que as tríades eram as relações mais difíceis e complexas; ali estava eu, ponta de um triangulo somente de mulheres, e transgeracional ainda por cima. Duas pontas que se dobravam sobre a terceira, oprimida. </p>
<p>Intuí o que aconteceria desde o velório de papai, quando minha avó estampou um semblante de alivio. Genro danado. Me dei conta de que ela teria minha mãe de volta. E provavelmente palpitaria até mesmo nos negócios. O caixão, ela ajudara os caras da funerária a aparafusar. Dio mio, ninguém se deu conta, somente eu.</p>
<p>Elas me disputaram para sempre e não foi fácil conviver. Necessitei transvasar obsessões e compulsões. Era purificação minha precisão. Formigas, impurezas, papeizinhos, resíduos, farelos e lascas de chocolate, tudo implodiu em meio à nuvem de veneno que inundou meu quarto. Aproveitaram, as duas loucas, um dia de aula noturna na faculdade. Vovó aparafusaria meu esquife também?                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                catalisar</p>
<p>Minha filha não sabe o que é bom para ela, de que necessita, não tem consciência, se transformou em uma menina sem pai. As moças de hoje privam de uma liberdade ainda maior do que a angariada nos anos 60 por minha geração mas administrar e reconhecer isso, neca pau. O que eu não daria para aplaudir novamente o por do sol o espetáculo diário em Morro de São Paulo na Bahia ou caminhar pelos Champs Elisèes em Paris tendo ao fundo o Arco do Triunfo? </p>
<p>Acontecimentos de tempos atrás me alagam, porém a casa precisa de mim, arrumações, faxinas, agendamentos, compras. A companhia de mamãe me assegura, dá suporte. Uma casa com três mulheres é como uma fortaleza de hábitos e regras. Gosto do império do feminino, embora não entenda bem minha filha nem mamãe, às vezes sou um elástico puxado antagônico por ambas as pontas.</p>
<p>Me conformo com a viuvez, a morte do Paulo era inevitável, tudo excedia nele, eu nem avisava nem pedia mais. Fumo bebida e trabalho não é uma boa combinação, sobretudo se em excesso. Um remoinho de areia se aproxima, grãos em furacão, o coleguinha de minha filha, sim, um projeto portentoso de homem, que não saibam as outras mulheres da família. Em busca de minhas utopias derramadas através deste menino. Orvalho para desembaciar minha pele.    </p>
<p>condensar</p>
<p>Bem que preferiria um filho, um neto, e tive um genro fraco, pusilânime. Senti mais pelo pai de minha neta. Mastigo sementes de abóbora trituro ervas e se eu desaparecesse? o lago não murmura soletra letras que vagam duvidosas pelo caminho lácteo de um céu resplandecente será que conseguirei morrer? Ultrapasso um plano de realidade e me encaminho para encaracolados, me desdobro em inquietudes e gozos. <em>O que está embaixo é semelhante ao que está em cima. </em>Fiquei desarticulada e desorganizada, e daí? depois de viver mais de oitenta e cinco anos quem não fica?                                                                          </p>
<p>O rosto e o corpo murcham, tá certo, o cheiro de carne velha, talco, pó de arroz, colônia floral, memórias pedras preciosas em minha cabeça o mundo se alarga na velhice na proporção em que o corpo encolhe. Não é fácil equilibrar este contraste, cautelas acabam, quero é riscos traços marcas pesar plumas, na balança levezas. Mãos sujas em claros colarinhos nem filha nem neta sustentam a inquietação, quero me derreter feito relógio de Dali. Alguém duvida que vi o surrealismo nascer?                                                                                                                                     </p>
<p>Impossível não perceber os rastros, lençóis, papéis, mensagens, esta minha filha é muito burra mesmo, tentar resgatar fracassos deste jeito. Uma vida inteira pra aprender que tudo é processo, bem que alguém poderia contar isto pra gente na adolescência. E agora esta, o primeiro boletim de ocorrência de minha vida, pensei que havia surripiado a ècharpe sem testemunhas.</p>
<p>*Psicóloga e escritora</p>
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