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IBGE Informa que o Brasil já tem 202 milhões de habitantes, e Rio Grande do Sul alcança 11,2 milhões

7 de outubro de 2014

Vitor Vieira

28.08.2014. O Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. São Paulo é Estado mais populoso, com 44,03 milhões de habitantes. Já no Estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas. O Rio Grande do Sul tem 11,2 milhões de habitantes. Além de São Paulo, cinco Estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).

Fonte: Vide Versu

Sistema tributário brasileiro onera mais negros e mulheres, mostra estudo

24 de setembro de 2014

Wellton Máximo*

11.09.2014. Estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos revela que os impostos punem mais os negros e as mulheres em relação aos brancos e aos homens Arquivo/Agência Brasil.

Caracterizado por onerar proporcionalmente os mais pobres em relação aos mais ricos, o sistema tributário brasileiro provoca um tipo mais profundo de injustiça. Estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revela que os impostos punem mais os negros e as mulheres em relação aos brancos e aos homens.

O levantamento cruzou dados de duas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo baseou-se na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), que fornece dados sobre a renda das famílias, e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que capta informações demográficas como raça e gênero.

Segundo o levantamento, os 10% mais pobres da população comprometem 32% da renda com o pagamento de tributos. Para os 10% mais ricos, o peso dos tributos cai para 21%. A relação com o gênero e a raça aparece ao comparar a participação de cada fatia da população nessas categorias de renda.

Nos 10% mais pobres da população, 68,06% são negros e 31,94%, brancos. A faixa mais desfavorecida é composta por 45,66% de homens e 54,34% de mulheres. Nos 10% mais ricos, que pagam menos impostos proporcionalmente à renda, há 83,72% de brancos e 16,28% de negros. Nessa categoria, 62,05% são homens e 31,05%, mulheres.

“Não há dúvida de que a mulher negra é a mais punida pelo sistema tributário brasileiro, enquanto o homem branco é o mais favorecido”, diz o autor do estudo, Evilásio Salvador. Para ele, é falsa a ideia de que a tributação brasileira é neutra em relação à raça e gênero… “Como a base da pirâmide social é composta por negros e mulheres, a elevada carga tributária onera fortemente esse segmento da população”, contesta.

Historicamente, o sistema tributário brasileiro pune os mais pobres porque a maior parte da tributação incide sobre o consumo e os salários, em vez de ser cobrada com mais intensidade sobre o patrimônio e a renda do capital. Segundo o estudo, no Brasil, 55,74% das receitas de tributos vieram do consumo e 15,64% da renda do trabalho em 2011, somando 71,38%. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média está em 33%.

Os tributos sobre o consumo são regressivos do ponto de vista social por estarem embutidos nos preços dos bens e dos serviços. Dessa forma, uma mercadoria com R$ 1 de imposto embutido no preço pesa mais para as camadas de menor renda.

Para reverter à situação, Oliveira aponta a necessidade de uma reforma tributária, que amplie a tributação sobre o patrimônio e a renda do capital e desonere o consumo e a renda do trabalho. “Os mais ricos precisam ser mais tributados proporcionalmente, por meio de alíquotas progressivas, que aumentem conforme o nível de renda”, explica.

Entre as medidas sugeridas, ele defende a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas – determinadas pela Constituição, mas até hoje não cumprida – e a extensão da cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a embarcações de luxo, como lanchas, jatos particulares, helicópteros e jet skis.

*Repórter da Agência Brasil

Demanda por crédito no varejo cresce apenas entre consumidores que recebem até um salário mínimo

24 de setembro de 2014

Ana Greghi*

Nos últimos três anos, o percentual de pessoas com renda de até R$ 724,00 que procuraram por crédito no Varejo passou de 11% para 22%, sendo que nas demais faixas salariais registrou-se queda.

A desaceleração do crescimento do varejo vem apresentando quedas consecutivas desde 2010, segundo o Indicador de Atividade do Varejo da Serasa Experian. O fato e demais variações da economia brasileira explicam a crescente queda na demanda por crédito entre os consumidores que ganham entre um e dez salários mínimos, de acordo com estudo inédito da Serasa Experian. Na contramão dessa tendência, porém, estão os brasileiros que recebem até um salário mínimo mensalmente: em 2011, esses consumidores eram 11,9% do grupo de tomadores de crédito e, em 2014, representam 22,8%.

A mudança de perfil dos demandadores de crédito, apresentada pelo estudo da Serasa Experian, representa um risco real para quem empresta. “Mas os credores também podem enxergar nesse novo cenário oportunidades para desafiar o processo, fechar bons negócios e proteger também o cidadão”, lembra Guedes. “Empresas como a Serasa Experian disponibilizam uma série de estudos, sistemas e plataformas para que o crédito seja concedido de forma mais criterioso, afastando riscos, mas mantendo os bons pagadores. Os consumidores com até um salário mínimo de rendimentos são clientes em potencial e não devem ser excluídos por conta de seu holerite. As estatísticas provam que são eles é que estão aquecendo o mercado de crédito. A nova realidade requer novas ferramentas, novas políticas e modelos de gestão para manter o ciclo de negócios ativo.”

Para se ter uma ideia do que essa mudança de perfil representa para o varejo, atualmente, 74% de quem busca financiamento de eletromóveis, 66% de quem compra vestuário no crédito e 57% de quem utiliza o crédito nas compras de material de construção ganha até dois salários mínimos.

Segundo os economistas da Serasa, o novo cenário pode trazer a ameaça da inadimplência na carona, dependendo dos critérios de aprovação do crédito em cada uma das empresas, mas principalmente pelo risco do superendividamento.

O estudo comprova que justamente nos segmentos de eletromóveis e de construção a participação de consumidores de alto risco que procuraram por crédito vem aumentando. Em eletromóveis passou de 32,4%, em 2011, para 38%, em 2014, enquanto na construção subiu de 25,2%, em 2011, para 28,9%, em 2014.

Segundo os economistas, são considerados de alto risco, aqueles que apresentam uma probabilidade superior a 20% de não cumprirem seus compromissos financeiros nos primeiros quatro meses após a concessão de crédito. Em termos territoriais, o estudo aponta que 50% dos consumidores da região Norte que procuraram por crédito no Varejo são de alto risco, 44% no Nordeste, 38% no Centro Oeste, 37% no Sudeste e 36% no Sul.

Ao avaliarmos apenas os créditos concedidos no primeiro trimestre de 2014 observou-se uma alta da taxa de inadimplência em relação ao mesmo período do ano passado: 8,7% contra 6,7%. Na opinião do gerente, a predominância de consumidores de maior risco em função principalmente de uma maior exposição ao risco pode explicar o aumento. “Uma porcentagem muito grande dos proventos desses consumidores fica comprometida com dívidas, o que os coloca a um passo do endividamento”, diz. Além disso, segundo o estudo, 77% dos consumidores que buscam crédito ou serviços financiados o fazem em mais de uma empresa.

Risco real A alta porcentagem de pessoas com dívidas ativas junto a mais de uma empresa é um mal que já pode ser combatido com o cadastro positivo. Com o novo parâmetro, os concessores visualizam qual porcentagem da renda daquele cliente já está comprometida com outros financiamentos e assim conseguem tomar a melhor decisão de crédito, tanto para minimizar o próprio risco como para proteger o cidadão de entrar no labirinto do superendividamento.

Fonte: Maxpress (BR Experian)

Pesquisa sobre trabalhadoras no comércio aponta que elas estudam mais e ganham menos

15 de setembro de 2014

Márcia Carvalho*

27.03.2012. O número de mulheres trabalhadoras no comércio na última década aumentou de 40%, em 2000, para 46%, em 2010. E as trabalhadoras em serviço do ramo de contabilidade chegam a 73%, enquanto que nos serviços em geral o índice é de 55%.  Este foi um dos dados apontados pela pesquisa do Dieese sobre o perfil das trabalhadoras no comércio e serviços encomendado pela Fecosul. Estes números foram apresentados nesta terça-feira (27/03) em uma atividade relativa ao Dia Internacional da Mulher, promovida pela Secretaria da Mulher da Fecosul.

A pesquisa do Dieese mostrou que são 132 mil comerciárias no Rio Grande do Sul, também mostrou que elas têm mais escolaridade – 58% tem ensino médio. Outro dado apontado é que as comerciárias são jovens, um terço tem entre 18 e 24 anos, e são mães, com filhos entre sete e 14 anos. No entanto, elas ainda ganham 76% do salário dos homens. Segundo Daniela Sandi, economista do Dieese, o maior poder dos sindicatos está em garantir conquistas nas convenções coletivas, como auxílio creche, por exemplo.

Outra painelista, a assessora de gênero e formação da Fetag, Sonilda Silva Pereira, falou sobre a participação das mulheres nos espaços de poder. “A maior participação das mulheres depende da vontade dos sindicatos, em garantir e facilitar esta participação. E isso é um processo de formação e de educação sindical e de gênero dentro das entidades”, observou Sonilda. “As mulheres trazem muitas transformações para as entidades sindicais em todos os níveis, desde a solidariedade até a preocupação com a saúde”, completa a líder rural.

Para a Secretária da Mulher da Fecosul, Silvana Maria da Silva, o objetivo do evento foi atingido: fazer a reflexão sobre o 8 de março – Dia Internacional da Mulher. “As duas exposições se completaram, uma nos mostrou quem somos e onde estamos e a outra nos fez pensar sobre a nossa participação na sociedade”, avaliou Silvana.

“Ao mesmo tempo em que os dados do Dieese servirão de instrumentos para trabalharmos o dia a dia nos sindicatos e na Fecosul, a Sonilda nos mostrou a importância da participação no movimento sindical, político e social. Entendemos que é preciso fazer uma reavaliação da nossa atuação tanto com as mulheres como com os homens nas nossas bases”, observou Silvana. Ela lamentou apenas a pouca participação dos sindicatos nesta atividade voltada para a discussão sobre as mulheres.

Para Flávia Moura dos Santos, presidente do Sindesc, as apresentações dão mais argumentos para levar as nossas políticas para as bases da categoria. “Estamos avançando e as diferenças estão diminuindo”, destacou.

Para Cristina Mendes, vice-presidente do Sindicomerciários Novo Hamburgo, os dados apresentados pelo Dieese foram esclarecedores. “Pensávamos que éramos maioria, mas não somos”, disse.  Já Vani Quadros, também de Novo Hamburgo, chamou a atenção a dificuldade de atrair mais jovens para os sindicatos. “É preciso fazer um trabalho específico para a juventude”, observou.

*Assessoria Fecosul

Igualdade de Gênero e Desenvolvimento: uma via de mão dupla?

15 de setembro de 2014

Rebecca Tavares*

27.03.2012 Todo ano, o Banco Mundial publica um Relatório Sobre o Desenvolvimento Mundial. Pela primeira vez, em 2012 o foco desse relatório é igualdade de gênero e desenvolvimento. Nele, o Banco reconhece uma realidade com a qual a ONU Mulheres já vem trabalhando há tempos: igualdade de gênero é premissa fundamental e ferramenta de desenvolvimento. Nas últimas décadas, as mulheres avançaram muito na escolaridade, ultrapassando os homens em alguns países; sua expectativa de vida cresceu e sua participação na força de trabalho remunerada explodiu. Atualmente, as mulheres representam 40% da força de trabalho global. No Brasil, sua participação cresceu 22% nos últimos trinta anos, em grande parte devido à sua melhor educação.

O Banco Mundial ressalta que, no mundo todo, o desenvolvimento auxilia na promoção da igualdade de gênero, mas não é suficiente para obter igualdade. O aumento da escolaridade das mulheres se relaciona com crescimento econômico, e a partir das demandas do mercado de trabalho, as mulheres são estimuladas a aumentar seu nível educacional. Como resultado, passam a receber salários maiores. Mas, apesar dos avanços, a maioria das mulheres segue confinada em setores periféricos da economia e em posições mal remuneradas. E continuam a receber salários menores em comparação com homens na mesma posição.

No mundo todo, 35 milhões de meninas ainda estão impedidas de freqüentar a escola; as mulheres recebem oitenta centavos por dólar pago aos homens, em média; e meio bilhão de mulheres sofre violência por parte de homens do seu círculo social. Por outro lado, enquanto no mundo todo as mulheres estão mais escolarizadas e participam mais na força de trabalho remunerada, elas ainda estão fora dos espaços de decisão. Já sabemos que quando há mais mulheres nesses lugares, as políticas de inclusão e crescimento são direcionadas mais equitativamente para as mulheres, especialmente chefes de família. De acordo com o Banco Mundial, menos de 20% dos parlamentares no mundo são mulheres, não havendo distinção entre países desenvolvidos ou em desenvolvimento. No Brasil, somente 11,8% dos parlamentares são mulheres. Essas desigualdades não são apenas injustas, mas também encerram um dado econômico. Ao não investir na igualdade para as mulheres, os estados estão desperdiçando os talentos de metade da população e perdendo a chance de aumentar o crescimento econômico.

Talvez a contribuição mais importante desse Relatório seja a confirmação, com dados e evidências, daquilo que os economistas propuseram há algum tempo: que a igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, mas tem também efeitos econômicos positivos. Com base em dados de vários países, a conclusão é que a simples eliminação de barreiras discriminatórias contra as mulheres em certos setores e ocupações pode levar, por si só, a um aumento de 25% na produtividade, sem necessidade de qualquer novo investimento.

A ONU Mulheres trabalha pela eliminação das desigualdades de gênero como essencial para o desenvolvimento. No Brasil, estamos realizando um estudo que ajudará a estimar o impacto da produção feminina no crescimento do PIB brasileiro. Esperamos, com isto, ampliar o espaço para discussão sobre o efeito multiplicador que a igualdade de gênero produz em termos de promoção do desenvolvimento em que todos ganham, o país gera mais riqueza e essa riqueza é melhor distribuída, levando a um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O Banco Mundial reconhece um padrão de mão dupla nos efeitos da igualdade de gênero sobre o desenvolvimento, no qual a igualdade de gênero contribui para o desenvolvimento econômico e vice-versa. O ritmo extraordinariamente rápido das mudanças nas normas sociais está associado com os retornos econômicos para as mulheres da escolarização e da sua entrada na força de trabalho. Ainda que se confirme uma correlação positiva, fatores causais precisam ser mais bem compreendidos. Uma teoria indica que, com o desenvolvimento, as instituições se fortalecem, o que, por sua vez, promove o acesso das mulheres e meninas aos direitos e oportunidades. No entanto, apesar das várias análises multifatoriais disponíveis, ainda são necessários dados mais abrangentes.

Na ONU Mulheres, já constatamos, e o relatório do Banco Mundial o confirma, que o desenvolvimento econômico não é suficiente para se chegar à igualdade de gênero plena. Esta requer diretrizes específicas, e é por isto que muitos governos estabeleceram políticas de incentivo à candidatura de mulheres aos cargos executivos e à destinação de benefícios para a redução da pobreza diretamente às mulheres, pois está provado que assim eles são diretamente repassados às suas famílias. Os programas governamentais são mais eficazes quando visam às mulheres, o que prova que a igualdade não é apenas uma questão de justiça, mas também uma política de desenvolvimento inteligente.

*Diretora, ONU Mulheres, Brasil e Cone Sul

Fonte: ONU Mulheres Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres

 

Publicidade na internet brasileira ultrapassa impressos até 2015

13 de fevereiro de 2012

 

A publicidade na internet brasileira deverá superar os gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015, seguindo a onda das economias mais desenvolvidas. A previsão é apontada pela Wark International Ad Forecast, serviço que analisa o segmento. “O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando rapidamente, sendo assim, é natural que os anunciantes migrem para onde se encontram os seus consumidores”, explica o especialista Leandro Kenski, CEO da Media Factory, agência especializada em marketing digital.

Segundo a pesquisa divulgada nesta semana, os mercados emergentes vão garantir o crescimento da publicidade em 2012. Entre os 13 países pesquisados pela Wark, o Brasil deverá apresentar o quarto maior avanço, 8,5%, atrás de Rússia (16,5%), Índia (14%) e China (11,5%).

Em 2010, a publicidade no Brasil ocupou a mesma posição, com avanço de 7,1%. O período foi marcado por decréscimos em algumas das principais economias. Segundo o estudo, a internet puxa o crescimento dos anúncios globalmente, com variação positiva nos países pesquisados de 12,6%, seguida por TV (5,3%), outdoors (5,1%), cinema (3,8%) e rádio (2,9%).

Já os jornais e revistas deverão apresentar leve queda em 2012, de 2% e 1,2%, respectivamente. No caso do Brasil, o aumento da publicidade on-line deverá ser de 23,8%, informa a pesquisa. Já jornais e revistas devem avançar 3,6% e 6%, respectivamente. “Na Media Factory, onde nos especializamos em performance on-line, percebemos que muitos de nossos clientes estão migrando para ações que gerem vendas rapidamente e que possam ser efetivamente mensuradas”, explica Leandro Kenski. “Todas as pesquisas recentes apontam que a velocidade de crescimento do investimento em mídias digitais nos próximos três anos é muito superior a outras mídias”, acrescenta.

Embora os gastos com publicidade on-line nos países pesquisados devam crescer menos em 2012 do que em 2011, quando o aumento foi de 16,6%, o segmento deverá responder por 20% do total investido em anúncios até o fim do ano, informa a Wark.

Entre as chamadas economias desenvolvidas, Alemanha (-0,8%), França (-0,9%) e Itália (-2,3%) apresentarão em 2012 o pior desempenho de sua história na comparação com o ano anterior.

A participação do Brasil no total aplicado nos 13 países examinados tem aumentado: de 3,1%, em 2003, para estimados 4,5%, em 2012. Os Estados Unidos, cuja fatia passou de 50,4% para 41,6% nos últimos dez anos, vem perdendo espaço para países emergentes.

Já a participação da China terá passado de 6,5%, em 2003, para 12,2% em 2012, segundo as séries históricas da Wark.

Fonte: Brasil Econômico – Gouvêa de Souza / Mercado & Consumo

Classe C alavanca TV paga, que cresce 30,45%

13 de fevereiro de 2012

Indicadores apresentados pela ABTA revelam que classe C já representa um terço da base de assinantes

Nathalie Ursini

O crescimento da classe C no Brasil, mais uma vez, alavancou os números de assinantes da TV paga no país. “Hoje, a classe C já representa 30% da base de assinantes”, afirma Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). Segundo pesquisa apresentada nesta quarta-feira, 1º, a base de assinantes de TV paga teve um aumento de 30,45% no último ano, e está presente em mais de 12,7% dos domicílios brasileiros, o que equivale a aproximadamente 42 milhões de telespectadores. Para Annenberg, a TV paga é um objeto de desejo de grande parte da população e desse novo contingente de consumo.

Como consequência, afirma Annenberg, “o mercado descobriu a TV por assinatura como uma mídia interessante de investimento”, declarou, associando o crescimento investimento publicitário ao aumento do número de assinantes.
O Projeto Inter-Meios aponta que, entre janeiro e outubro de 2011, a TV por assinatura teve o segundo maior crescimento no volume total dos investimentos de publicidade (17,47%), atrás apenas da internet com 22,23%.

Outro dado apresentado como forte atrativo para o mercado anunciante é o poder de segmentação, que permite maior flexibilidade na customização de campanhas. “A TV aberta é a grande massa e ainda é muito forte, mas temos ganhado mais espaço a cada dia, principalmente com os anunciantes na questão de produção de conteúdo. Indo além dos tradicionais comerciais de 30 segundos, temos uma grande agilidade de responder aos anseios dos anunciantes e agências”, explica Rafael Davini, vice-presidente de vendas e marketing da Turner Broadcasting na América Latina.

Fred Müller, executivo comercial da Globosat, alerta para não só o crescimento da publicidade mas a entrada de outros anunciantes na TV paga. “Hoje, a TV fechada é composta principalmente pelos setores automobilístico, telecomunicação e financeiro. Mas já vemos um grande movimento de marcas de higiene pessoal e de campanha de varejo, que ainda são a grande fonte da TV aberta”, conta.

As estimativas da Anatel e do Banco Fator é que até 2015 o mercado de TV por assinatura deva ultrapassar os 20,2 milhões de domicílios, atingindo mais de 66 milhões de telespectadores no Brasil. Para Annenberg, a construção de redes de TV a cabo é de importânte para que seja possível integrar todas as plataformas.

Fonte: Meio & Mensagem

Jovens cariocas classe C giram R$ 5 bi por ano

13 de fevereiro de 2012

Pesquisa do Data Popular, encomendado pela rádio Beat98, entrevistou duas mil pessoas, com idade entre 15 e 25 anos, no Rio de Janeiro

Teresa Levin

Rádio e internet são as principais fontes de informação dos jovens da classe C carioca, é o que aponta o estudo “Geração C: o Retrato dos Jovens Cariocas”, desenvolvido pelo instituto Data Popular. A pesquisa, encomendada pela rádio Beat98, foi divulgada nesta terça-feira 31, no Rio de Janeiro. Foram entrevistadas duas mil pessoas com idade entre 15 e 25 anos. Atualmente, a classe C carioca envolve um universo de 3,5 milhões de jovens que ganham cada vez mais relevância econômica no núcleo familiar.

De acordo com o estudo, os jovens usam o rádio e a internet para conhecer outras pessoas e baixar músicas, além de procurar dicas de festas e eventos gratuitos, empregos e programas para o final de semana. Para esta geração, não há diferença entre o real e o virtual, os dois universos se misturam e se complementam. Algumas características destes jovens: 79% acessam a internet, 50% têm a internet como principal fonte de informação, 61% acessam as redes sociais e 55% têm o hábito de ler jornal semanalmente.

A pesquisa apontou ainda que este jovem dita tendências e se importa com a família, quebra regras e inventa outras, gosta de moda e consumo. Além destas características ele é, principalmente, formador de opinião. Ele movimenta com o próprio salário mais de R$ 5 bilhões por ano, utiliza cartões (70% de débito; 69% de crédito; 54% de loja) e ajuda financeiramente em casa (23% fazem as compras de mês; 22% pagam contas; 64% são responsáveis pelas compras de itens de tecnologia).

As condições de vida e as perspectivas dele são melhores que as dos seus pais: eles são mais escolarizados e conseguem melhores empregos. Na comparação da média salarial, para cada R$100 que um pai da classe C ganha, os filhos recebem R$ 72,30 – em uma família de elite, este valor cai para R$28,50, em comparação com os mesmos R$ 100 ganhos pelos pais. Eles se enxergam como agentes que contribuem diretamente para a melhoria da família, o que se reflete em suas atitudes. Eles colaboram em casa, cuidam dos irmãos e, principalmente, trabalham e estudam. Por tudo isso, influenciam diretamente na tomada de decisões.

Quando perguntados sobre quais são seus sonhos, a primeira resposta é educação, seguida de trabalho, moradia, família, dinheiro e ser feliz. Este é um jovem responsável, que gosta de sair à noite para ouvir pagode e funk, seus ritmos musicais preferidos, mas acorda cedo para trabalhar e estudar. Ele valoriza sua origem e não quer ser igual ao jovem de elite: se orgulha de sua identidade, só quer ter melhores condições de vida.

Esta também é uma geração que não aceita rótulos, é versátil, adota diversos papéis e não faz parte de nenhuma tribo específica. Tem forte relação com o lar (45% se consideram mais caseiros), que é o seu núcleo mais forte. A família é o principal ponto de apoio, mas a família eleita (amigos e vizinhos) é tão importante quanto seus parentes.

Quanto aos hábitos de consumo, 80% valorizam ofertas e produtos com desconto na hora da compra e 275 mil jovens cariocas da nova classe média fazem as compras de supermercados. Além disso, 67% não gostam de acumular dívidas. Concentra a maioria de suas atividades no bairro onde mora, inclusive grande parte de seu consumo. A Geração C carioca faz suas compras prioritariamente em lojas de rua (62%) e em shoppings (56%). Entre os produtos que gostam de adquirir estão roupas, calçados, acessórios, comidas, lanches rápidos e variedades como DVD´s.

Fonte: Meio & Mensagem

Falta de creche prejudica entrada de mulher no mercado de trabalho, diz Dieese

6 de setembro de 2011

A falta de creches é um dos maiores entraves para que as mulheres aumentem sua participação no mercado de trabalho. Essa é uma das conclusões do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, lançado nesta segunda-feira (4) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SEPM) do governo federal.

De acordo com o anuário, em 2009, 58,8% das mulheres com mais de 16 anos, portanto, que fazem parte da população economicamente ativa (PEA) do país, estavam trabalhando. Já entre os homens com mais de 16 anos, esse percentual chegava a 81,5%. A diferença, segundo a pesquisa, deve-se, em parte, à deficiência da infraestrutura dedicada à mulher.

As creches, fundamentais para que elas possam trabalhar fora de casa, atendiam só 18,4% das crianças até 3 anos de idade também em 2009.

“A carência dessa política pública [creches] é um impeditivo para que a mulher tenha sua independência econômica que o trabalho propicia”, afirmou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, durante a apresentação do anuário, em São Paulo.

O levantamento é uma compilação de dados de várias pesquisas feitas sobre as condições de vida das mulheres brasileiras. Da publicação, constam estatísticas sobre oito temas. Entre eles, saúde, educação, violência, política e trabalho.

Lúcio disse que, em todas as áreas, existe diferença entre a situação de homens e mulheres no país.

“A mulheres são maioria em número, mas são minoria no aspecto sociológico”, afirmou, lembrando que a população feminina representa mais da metade do total de habitantes do país, porém tem condições de vida inferior a dos homens.

De acordo com o anuário, as mulheres estudam, na média, um ano a mais que os homens. Entretanto, recebem salários que representam só 56% do que ganham os trabalhadores do sexo masculino.

Elas mulheres também representam 58,7% dos indigentes do país. São ainda os 53,7% dos pobres.

Toda essa diferença econômica, de acordo com Lúcio, ainda acarreta uma diferença mais grave: a da violência.

Segundo o anuário do Dieese, 43,1% das mulheres foram vítimas de agressões dentro de sua própria casa. Entre os homens, esse percentual é de 12,3%. “A violência devia ser zero para ambos os sexos, mas as agressões contra mulheres são mais graves e frequentes”, disse o diretor do Dieese. “Precisamos reduzir todas as diferenças e isso tende a reduzir da violência contra a mulher.”

Fonte : Agência Patrícia Galvão

A vida melhora

12 de julho de 2011

Vinte milhões de pessoas alcançaram renda familiar de R$ 1,1 mil, nos últimos dois anos, elevando a população nessa faixa de rendimento. Número de pobres caiu de 93 milhões para 73 milhões

Os economistas adoram discutir os grandes números da economia, o PIB, o nível de emprego e de investimento, juros, dívida, o sobe e desce das bolsas. Mas a melhor tradução para o especial momento da economia brasileira pode muito bem vir de uma pesquisa divulgada ontem pela Cetelem, financeira do banco francês BNP Paribas. Ela sugere que, em dois anos, 20 milhões de pessoas deixaram os estratos mais pobres e passaram para a classe média. Classe média brasileira, com renda familiar ao redor dos R$ 1,1 mil mensal, mas ainda assim um impulso que praticamente dobrou o rendimento disponível.

“Pode-se afirmar que o bem-estar da sociedade brasileira passa por uma pequena revolução”, diz o estudo encomendado pela Cetelem. Entre 2005 e 2007, a população aumentou de 184 milhões para 187,2 milhões. Mas o ritmo de crescimento da classe C foi bem maior, de 62,7 milhões para 86,2 milhões no mesmo período – passou de 34% para 46% dos brasileiros. Enquanto isso, a classe D/E encolheu de quase 93 milhões de pessoas para 73 milhões.

Mobilidade
“O outro lado da moeda é o decréscimo de também 12 pontos percentuais da proporção de pessoas que formam as classes D/E: era de 51%, em 2005, e atingiu 39%, em 2007. É importante ressaltar que o número de pessoas que passou de D/E para C teve um aumento de renda média mensal de R$ 580 para R$ 1,1 mil”, diz a pesquisa Observador 2008, que traça o perfil do consumidor e dos lares do país.

“A migração entre as classes significa um aumento na qualidade de vida e a análise dos últimos anos mostra a consolidação de uma tendência. Em 2006, tínhamos medo de que o crescimento fosse apenas pontual, por conta das eleições, mas agora vimos que é contínuo”, avalia o diretor-executivo de Marketing, Parcerias e Novos Negócios da Cetelem Brasil, Franck Vignard-Rosez.

Na prática, vários sinais indicam a emergência da classe média no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep), a classe C é o segmento que mais cresce e já representa 43% da renda disponível para consumo no país. “As pessoas estão migrando da classe D para a C e aí há uma demanda crescente”, disse, no final de fevereiro, o diretor-presidente da Natura, Alessandro Carlucci, ao justificar as mudanças na empresa para focar os segmentos de menor renda.

A Positivo, líder do comércio de computadores no país, comemorou 1,38 milhão de máquinas vendidas no ano passado apontando para a classe C como responsável pelo boom no consumo. Ainda em 2007, 37% dos internautas brasileiros estavam nessa faixa de renda, mas devem chegar a 40% este ano e são os principais responsáveis pelo aumento de vendas na rede – relatório recente da consultoria E-bit mostrou que a maior parte dos 2,5 milhões de novos compradores pela internet são da classe C. E 70% dessa faixa de rendimentos já possui pelo menos um celular (eram 59% em 2006).

Consumidores mais exigentes
Renda e crédito em alta aguçam o desejo de consumo. A pesquisa Observador 2008, encomendada pela financeira Cetelem ao instituto Ipsos, sugere que a classe média quer adquirir produtos semelhantes àqueles listados pelos mais ricos.
Para o diretor-executivo de Marketing, Parcerias e Novos Negócios da Cetelem Brasil, Franck Vignard-Rosez, ao entrar na classe C o consumidor passa a ser mais exigente na hora de comprar produtos e serviços. “Vemos um aumento da exigência do consumidor em termos de produtos e serviços. Antes, a pessoa queria apenas uma TV. Hoje, ela quer uma TV de tela plana”, explica.

Segundo a pesquisa do ano passado, os maiores crescimentos na intenção de compra de bens foram para móveis, eletrodomésticos, lazer/viagem, TV, Hi-fi e vídeo, telefone celular e computador para casa. Foram sete de 12 itens analisados. Em 2007, desses seis itens, três mantiveram-se em trajetória de crescimento: passou de 19% para 24% a intenção de compra de telefone celular; computador para casa subiu de 17% para 20% no último ano; e decoração foi de 16% para 18%. A intenção de adquirir uma propriedade também continua em uma trajetória de alta, saindo de 10% para 11% e agora em 2007, 13%.

Mas se esse é o cenário geral, a pesquisa mostra que a intenção de compra da classe C cresceu por dois anos consecutivos de forma semelhante às classes A/B, com o desejo concentrado em eletrodomésticos, telefone celular, computador para casa, decoração e propriedades. “Destaca-se a intenção de consumo de propriedades, que saiu de 10% em 2005, pulou para 14% em 2006 e agora atinge o recorde de 16% com acesso ao crédito facilitado. Nunca a classe C quis adquirir tanto um imóvel como hoje”, diz o estudo.

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Fonte: Helena Sthephanowitz