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Hospital Fêmina será referência em atendimento a mulheres vítimas de violência

24 de setembro de 2014

AurélioRuas

Para garantir uma assistência acolhedora e especializada às mulheres vítimas de violência física ou sexual, o Hospital Fêmina promoveu, durante esta terça-feira, a capacitação de uma equipe multiprofissional da instituição, no intuito de ser um Centro de Referência em casos desta natureza.

Ao longo do dia, os profissionais acompanharão palestras de assistentes sociais, enfermeiras, médicos e da delegada Viviane Nery Viegas, da Delegacia de Atendimento à Mulher da Capital. A delegada destacou a abordagem humanizada em casos de abusos sexuais. “É necessário ter sensibilidade com quem passa por uma situação deste gênero”, afirmou.

A iniciativa segue orientação do Ministério da Saúde, e como Centro de Referência, o hospital disponibilizará espaços para acolhimento, atenção médica e de enfermagem, além de assistência psicossocial e de orientação sobre acesso à justiça.

De acordo com o gerente da Unidade de Internação do Hospital Fêmina, Lauro Luis Hagemann, através da capacitação os profissionais estarão mais habilitados para abordarem vítimas da violência física ou sexual, visando a exteriorização da queixa. “O atendimento será mais sistematizado. Há muitas informações que são irrecuperáveis após uma semana, então vamos realizar um acolhimento mais rápido das vítimas para que possamos colher evidências laboratoriais e documentais de forma mais ágil”, revelou.

Segundo a enfermeira e membro da Comissão de Assistência a Mulher Vítima de Violência da instituição, Elizabete Teles, a mudança representa uma melhora na qualidade do atendimento. “Diversas perguntas que eram respondidas a polícia, posteriormente, estarão no prontuário da paciente”, salientou.

O plano integrado de ações multiprofissionais de saúde do Hospital Fêmina contempla métodos anticoncepcionais reversíveis, a implementação da Notificação Compulsória, a garantia do abortamento legal e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte: Correio do Povo