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Mulheres propõem empreendedorismo social ao Conselho dos Povos

13 de fevereiro de 2012

Eloá Muniz apresentou a oficina sobre empreendorismo social

Texto de: Paulo Tomás Velho Cardone
Edição de: Paulo Tomás Velho Cardone

Foto: Luciano Lanes / PMPA

 

A promoção do empreendedorismo social para mulheres jovens foi um dos cinco itens da proposta elaborada hoje, 26, no Fórum Social Temático, durante a oficina sobre Empreendedorismo Social e Liderança no Mundo do Trabalho, realizada no armazém seis do Cais do Porto Mauá pelo GT Mulher, da Coordenação Municipal da Mulher, órgão da prefeitura. A proposta será levada ao Conselho dos Povos na Conferência Rio + 20 em junho.

Outros pontos propostos foram investir em desenvolvimento nos bairros, comunidades e microrregiões, com a formação de lideranças capazes de apresentar os anseios das comunidades perante os governantes; todo o projeto de desenvolvimento deve ter como prioridade o desenvolvimento humano, tendo a mulher como agente de transformação e não só como elemento a ser transformado; a formação de redes de sustentabilidade, com representantes comunitários, para após a implantação dos projetos político-governamentais e o treinamento de agentes comunitários para negociações, visando ao crédito e acesso a recursos financeiros, com a desburocratização desses processos.

Impacto social – O tema foi apresentado pela integrante do GT Mulher, Eloá Muniz, que definiu o empreendedorismo social e mostrou habilidades e competências para exercê-lo. Essa forma de empreender não visa ao lucro monetário, mas ao lucro agregado que gera oportunidades de emprego e mercado para quem não tinha emprego. Ela disse que “a missão social é explícita e transparente e não está na riqueza”, que é apenas um meio para determinado fim. Acrescentou que as empreendedoras sociais “têm o papel de agentes de mudanças no setor social e devem agir arrojadamente sem estarem limitadas pelos recursos disponíveis”.

Dentro desse espírito, o empreendedorismo social é coletivo e sua melhor representação é o cooperativismo, produz bens e serviços buscando a solução de problemas sociais, resgata as pessoas de situações de risco social e as promove. Sua medida de desempenho é o impacto social.

Líder e apaixonada – O perfil da empreendedora social é o de uma mulher que sabe aproveitar oportunidades, sabe gerenciar, é pragmática e responsável e trabalha de modo empresarial para resolver problemas sociais. Precisa ter visão, agilidade, iniciativa, criatividade, equilíbrio, flexibilidade, foco, ser participativa, trabalhar em equipe, ter habilidades, saber negociar, inovadora, pensar e agir estrategicamente, estar atenta aos detalhes e ser objetiva. “Ela vai precisar de cada uma ou várias dessas qualidades em momentos diferentes”, disse Eloá.

Entre suas competências estão a persistência, consciência, saber usar forças latentes e regenerar forças pouco usadas, correr riscos calculados, integrar vários atores aos mesmos objetivos, improvisar e ser líder. Apaixonada pelo que faz, sua postura inclui ser profissional, ética, comprometida e leal, engajada e determinada e inconformada com as injustiças e desigualdades.

“A mulher tem todas essas habilidades, mas talvez estejam inconscientes nela. Se a mulher faz milagre com um salário mínimo como ela não sabe administrar seu próprio negócio? São líderes naturais na família, sabem acolher e aconselhar. Há um fator psicológico que ela precisa ser empurrada. E se é para começar, tem que começar agora”, conclui Eloá Muniz.

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre